sábado, 27 de agosto de 2016

Destaques da semana da revista “O Consolador”



Já pode ser lida na Web a edição deste domingo (28 de agosto) da revista O Consolador, cujos destaques são abaixo relacionados, seguidos dos respectivos links:

Destaques da edição 480

Já está na Web a edição do dia 28 de agosto da revista O CONSOLADOR.

Wilson Frungilo Jr., do IDE – Instituto de Difusão Espírita, é o nosso entrevistado.

“Espiritualidade e profissão” é o tema do Especial de autoria de Wagner Ideali.

A médica oncologista Kátia Marabuco, da AME-Piauí, e a linguagem oculta do câncer.

“O homem e o mundo” é o título do editorial desta semana.

“Florilégio”, de autoria de Marcos Paulo de Oliveira Santos, é o novo livro da EVOC.

Saiba o que ocorre nesta semana no movimento espírita brasileiro.

Anote e acompanhe os eventos espíritas internacionais desta semana.

Quem era o Espírito protetor de Allan Kardec?

O trabalho, se bem executado, pode ser o caminho para a felicidade?

Pergunta de leitora: - Como a moral cristã é vista pelo Espiritismo?

“Nossa missão na Terra.” (Altamirando Carneiro)

“Foi Jesus que mandou você” – linda história contada por Meimei.

“Você se apercebe do que faz?” (Eleni Frangatos)

Na visão de William Stead, quem mais sofreu com o naufrágio do Titanic?

Pergunta de leitora: - É apenas à mulher que compete a educação dos filhos?

“Jesus em nossas vidas.” (Hyerohydes Gonçalves)

“Professores diferentes.” (Emmanuel)

“Continuados testes.” (Orson Peter Carrara)

Que consequências podem resultar do sexo mal conduzido? 

Pio Ventania (Espírito) ressalta a importância do Evangelho no lar.

“Obsessão, idiotia, loucura.” (Rogério Coelho)

Atacado injustamente, Chico não revida. Ofendido, silencia. Confira...

“Cuidar dos filhos, cuidar da família.” (Vinícius Lima Lousada)

É possível espantar o estresse por meio do sorriso?

Meu pai mostrou-se avesso à ideia.
Qual a função sintática do termo “à ideia”?

“Os Espíritos no cotidiano.” (Waldenir A. Cuin)

“Conselho materno”, poema de João de Deus, vale a pena ler e divulgar.

“A foto e o fato.” (Wilson Garcia)



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Contos e crônicas



Não somente o trabalho... O amor move o mundo

JORGE LEITE DE OLIVEIRA
jojorgeleite@gmail.com
De Brasília-DF

No meu tempo, após os 50 anos, já se era considerado velho. E não havia essa história de idoso, não. Era-se velho mesmo e ponto final. Afinal, estávamos no século XIX.
Pois bem, um dia, mais exatamente naquele último sábado, 1º de abril de 1893, do alto dos meus quase 54 anos, fui convidado por Mário de Alencar a participar de um baile comemorativo do seu casamento no Club Beethoven. Naturalmente, em nome de nossa velha amizade, e do meu gosto por um baile, ali compareci, acompanhado de Carolina.
Estávamos rodeados de grandes amigos, além do Mário e esposa: Rui Barbosa, Sílvio Dinart (Visconde de Taunay), Belmiro Braga, Salvador de Mendonça, Joaquim Nabuco e... no salão do baile, entre outras formosas mulheres, uma linda sobrinha de Carola, no auge de suas dezoito primaveras. Enquanto, na sala ao lado, Carolina conversava com as ilustres damas, esposas de nossos amigos, vi sua sobrinha acenar-me para segui-la à sala de dança. Ali entrando, convidei-a para bailar, mais como troça, em vista de nossa grande diferença de idade. Para minha surpresa, ela não somente aceitou o convite, como também me pediu outro beijo, quando lhe pespeguei um respeitoso ósculo na linda bochecha.
Sim, leitor, para meu espanto, Corina, como se chamava a jovem, sussurrou-me ao ouvido estas doces palavras: — Outro beijo, querido, quero outro beijo.
Naquele instante, o mundo girou 360º à nossa volta e, sem me importar com mais nada, atendi seu pedido com todo o meu afeto que, a bem da verdade, já remontava a alguns anos.
Dançamos. E enquanto bailávamos, ela perguntou-me, cheia de emoção:
— Você me ama muito, muito mesmo?
Naquele instante, suas palavras de dois anos atrás vieram-me à memória, quando lhe perguntei se me amava:
— Amo-o muito e muito mesmo.
Não é preciso lhe dizer, leitora curiosa e maldosa, que minha resposta, agora, não foi outra:
— Amo-a muito e muito mesmo.
É impressionante como o amor faz-nos repetir sempre as mesmas palavras, enquanto o coração canta sinfonias divinas.
Depois dessa confissão, Corina se afastou. Talvez para não a notarem e fazerem mau juízo de nós. Talvez... não, amiga, não posso crer que ela fosse leviana, mesmo em se tratando de um amor a alguém tão maduro, enquanto ela reverdecia e se abria em flor.
Cerca de uma hora após, Carolina chamou-me para retornarmos a casa, pois estava com forte dor de cabeça. Coisa da maturidade, amiga, reforçada pelas longas leituras, à luz do lampião, que a amada esposa fazia para mim, também já com as vistas cansadas pelo ofício das letras.
Três dias após o baile, levei a esposa querida a uma loja, na rua do Ouvidor, para renovar-lhe o figurino com as roupas da última moda francesa. Ali, fomos atendidos por gentil e bela jovem que, certamente, ainda não ouvira notícias sobre mim. As comunicações, nessa época, não possuíam a celeridade da TV e da internet atuais. A saia e blusa compradas por Carolina precisavam de pequenos ajustes, desse modo, ficamos de retornar à loja meia hora depois.
Regressei à casa comercial só, a pedido da esposa, que desejava ver umas bolsas francesas em outra loja. No meu retorno ao estabelecimento comercial, ao adentrar o recinto, a jovem vendedora reconheceu-me imediatamente e atendeu-me com um belo e brejeiro sorriso. Recebi a encomenda e, de saída, ouvi-a dizer baixinho a um colega, ao tempo que apontava seu lindo dedinho em minha direção:
— Lindão!
Foi o bastante para que o amor juvenil recrudescesse em minha alma de velho, mas não velha alma. Porém não era ela o troféu cobiçado...
O olhar da vendedora fez-me acreditar no amor de Corina.
Ao chegar a casa, enquanto Carolina descansava de sua nova cefaleia em nosso tálamo, dei vazão aos meus devaneios e reescrevi os últimos oito “Versos a Corina”:

Corina, ao teu poeta, esta doce ilusão
Que acalenta e rejuvenesce o coração
É como o céu sem nuvem, suave, tranquilo,
Que em toda a sua glória e paz há de atraí-lo.
E nada mais no mundo é como teus prazeres,
Pois tu só, puro amor, acima de outros seres,
Fazes-me despertar dos sonhos como a flor
Mais bela do jardim edênico do amor.

Nunca deixes de amar, leitor e leitora, pois, assim como o trabalho, o amor “move o mundo”.


     Acesse o blog: www.jojorgeleite.blogspot.com




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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Correio mediúnico



Tópicos das dificuldades redentoras

Dr. Bezerra de Menezes

I
Somos de parecer que todos nós devemos prosseguir em nossos estudos, preparando a melhoria do campo de ação funcional, pois, embora o sacrifício que nos custa semelhante preparo, tais serviços de ordem intelectual representam uma fuga e um descanso de nós mesmos, porquanto há casos em que o aumento da atividade é o meio de repousar o cérebro quanto aos choques mais íntimos, determinantes de maiores cansaços.

II
O caminho é esse mesmo – lutas por vencer e dificuldades como preço da redenção. Guardemos, pois, a nossa fé, certos de que as mãos de Jesus estão sobre as nossas. Confiemos sempre!

III
Embora o coração se nos desfaça no peito, como taça de lágrimas, nas dolorosas circunstâncias em que a renúncia e o nosso carinho são colocados à prova, não esmoreçamos em nossa fé. Continuemos amorosos e abnegados, ajudando e amando, porque a mão do Senhor é o nosso apoio na dor e na alegria, na paz e na tempestade.

IV
Estamos na atualidade terrena como quem se desvencilha da sombra noturna para clarear o coração na luz de novo dia. Imprescindível conservarmos a fé viva em Jesus por lâmpada acesa e prosseguirmos adiante.

V
Com relação às nossas dificuldades redentoras, continuemos na aceitação das circunstâncias difíceis, em que presentemente nos achamos, na certeza de que, seguindo as Suas próprias palavras na Revelação Divina, Ele, nosso Amado Jesus, continuará caminhando conosco, em nosso jornadear para a Vida Imperecível. Confiemos Nele, o Senhor, hoje e sempre.

VI
Deixemos que a serenidade nos garanta a calma precisa. Nossos corações nunca estão desamparados. Reanimemo-nos pela segurança de nossa fé viva. Conservemo-nos firmes no otimismo, amparando a cada um dos nossos, segundo as suas necessidades.

VII
Na estrada redentora, seremos sempre assistidos espiritualmente. Jesus nunca falha! Busquemos o Senhor, em nossas dificuldades, para que o Seu pensamento em nosso pensamento nos ampare as soluções. Confiemos!

VIII
No círculo do nossas lutas redentoras, continuemos oferecendo o melhor de nós mesmos para que o melhor se faça no auxílio aos que amamos. A dor é a nossa bênção na luta que é sempre nossa escola. Confiemos em Jesus, e esperemos por Ele, o nosso Divino Mestre, sempre e sempre.

IX
Confiemos na Proteção Divina e esperemos a manifestação da assistência do Alto pelos canais competentes, por onde transitam os assuntos que se referem à nossa luta redentora. Dentro de nossos recursos, tudo devemos fazer no sentido de recuperar a tranquilidade de que necessitamos para o desempenho de nossas tarefas. Jesus nos fortaleça e abençoe!

X
Na Redenção Edificante em que se encontram, nossos irmãos permanecem amparados por diversos amigos da espiritualidade, esperando nós que a fé prossiga brilhando como luz nas sombras, na certeza de que as nossas esperanças e abnegações encontrarão com Jesus a vitória almejada.

XI
A luta prossegue, entretanto a Misericórdia Divina é sempre maior!


Do cap. 22 do livro Apelos Cristãos, do Dr. Bezerra de Menezes, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.



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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Pérolas literárias (165)



Se queres

Cruz e Souza

Se queres a ventura doce, etérea,
De outro mundo de luz, indefinido,
Serás na Terra o filho incompreendido
Do Tormento casado com a Miséria.

Viverás na mansão triste, funérea,
Do Soluço, do Pranto, do Gemido;
Dos prazeres mundanos esquecido,
Outro Job pelas chagas da matéria.

Serás em toda a Terra o feio aborto
Das amarguras e do desconforto,
Encarcerado nas sinistras grades;

Mas um dia abrirás as portas de ouro
E encontrarás o fúlgido tesouro,
De benditas e eternas claridades.


Cruz e Souza nasceu em Santa Catarina no ano de 1861 e desencarnou em Minas Gerais, em 1898. O soneto acima integra o livro Parnaso de Além-Túmulo, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier.



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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Pílulas gramaticais (219)



Observe estas frases:
- Ele fez a prova, contudo não foi bem.
- Chegou atrasado, entretanto conseguiu fazer a prova.
- Ela prometeu vir, no entanto não veio.
Todas estão corretas no tocante à colocação da vírgula, que deve anteceder as conjunções coordenativas, tais como: mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto, portanto, logo, pois, assim, por conseguinte, então, por conseguinte, por isso.
A exceção ocorre com as conjunções e, ou e nem, que dispensam a vírgula:
- Ele chegou e logo saiu.
- João foi internado ou viajou de repente.
- Ele não comeu nem bebeu nada.
Nos três primeiros casos, em que a vírgula é de lei, observe que não há necessidade de colocar outra vírgula depois da conjunção (Ele fez a prova, contudo não foi bem), exceto quando a conjunção estiver intercalada no período:
- O rapaz pediu socorro; nenhum transeunte, porém, parou para ajudá-lo.
- A jovem estudou bastante; não conseguiu, no entanto, sucesso na prova.
- O menino estava sem camisa e sentia, por isso, muito frio.

*

A expressão “sem conto” tem o mesmo sentido de “sem conta”. Podemos, portanto, dizer:
- Vezes sem conto ele viajou pelo interior de Minas.
Ou, se preferir:
- Vezes sem conta ele viajou pelo interior de Minas.




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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Contos e crônicas



Criando as devidas condições para o progresso

CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@gmail.com
De Londrina-PR

Penso que a palavra fracasso não deveria existir, ela traz um significado muito desanimador. Pelo menos neste momento ela será esquecida. Penso ainda que realmente existem caminhos melhores, observações mais ponderadas e outras mais criteriosas, aprendizado por meio de exemplos, persistência e o sentimento de que somos energia eterna; então, por isso, desconsidero essa palavra e todo significado imputado nela.
Esta abençoada vida, ininterrupta, é completamente aprendizado e oportunidade, com a liberdade da ação e sua reação, pois não haverá imposição para realizar isso ou aquilo, mas o tempo todo haverá a vibração com a qual nos sintonizamos por meio da experiência, bagagem adquirida, objetivos, sentimentos, atitudes. Isso, sim, é real.
Diante da caminhada, aparecerá todo tipo de flor, nuvem, céu, chão, pássaro, borboleta, animais desconhecidos até então, flores ainda nunca apreciadas, frutas mais doces e outras nem tanto, pessoas de diversos estágios. Alguns dias lidaremos melhor, outras vezes passaremos dias inteiros para a compreensão de algo, perderemos e conquistaremos, desperdiçaremos oportunidades por nosso ângulo de clareza ainda ser limitado, mas continuaremos sempre, pois, eternos, somos.
E para o que não deu certo, de fato há um motivo pelo qual o ângulo ainda não alcança, no entanto, a vida não para. E quando menos se espera, o ângulo pode ampliar-se, mas desde que a vontade e a decisão sejam investidas no íntimo. Caso arranquemos antes do tempo uma pequenina cenoura, não terá ocorrido fracasso do vegetal, mas, sim, a sua imaturidade devido ao despropósito ou despreparo do que levou-o ao acontecimento. Se, por ventura, um grande objetivo não surtiu o resultado almejado, um motivo absoluto estava presente ou, quem sabe, melhores atitudes, empenho e preparação serem mais necessários ou, até mesmo, o momento não ser oportuno nem o acontecimento ser proveitoso; poderá ainda não ter alcançado o mérito para o determinado êxito.         
Há alguns fatores muito preponderantes para a conquista das realizações. O primeiro deles é a sintonia, pois se esta existe é por que muitas etapas já foram aprovadas, inclusive, a compreensão, a determinação, a confiança, a realização; não se colhem dourados trigos de um solo duro, seco e despreparado.
E quando algo ainda não concluiu ou não se concretizou da maneira idealizada, de duas, uma: ou não é o tempo certo ou o pensamento aliado à atitude não foi o suficiente para a aguardada realização. Tudo na vida carece de observação, aprendizado, vontade, sapiência, e quando for de acordo com a lei divina, de alguma forma, visando ao crescimento, certamente, a concretização ocorre.
Se houve, pelo menos por agora, a dispensa do sentido da palavra fracasso ‒ quem sabe o dispensemos para sempre –, devemos fortalecer, então, o sentido das palavras otimismo, persistência e sabedoria, pois aquela possui uma abençoada energia que direciona a essa que só acontece por esta orientá-la. A vida é dom divino, é luz, é flor, é o mais notável gesto de amor, por nós, de nosso Pai.
E nas vezes que nosso desejo não se concretizar, humildemente, agradeçamos, foi por um motivo maior. Continuemos a nossa caminhada com todo empenho para os bons passos, com os olhos no horizonte e com o coração pleno de resignação.
Quanto ao fracasso, ele virou folha seca e um vento gostoso de outono carregou-o para um lugar sem volta. Restarão apenas as lindas flores das conquistas num campo arado pela paciência, sabedoria e dedicação.

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/




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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

As mais lindas canções que ouvi (204)



Amendoim torradinho

Henrique Beltrão

Meu bem,
Esse teu corpo parece,
Do jeito que ele me aquece,
Um amendoim torradinho.
E a gente
Nestes teus braços esquece
Do ponteirinho que desce
Só pra impedir teu carinho.

Eu sinto uma vontade louca
De gritar pela rua
Que já colei minha boca
Na boca que é tua.
E de gritar ao teu ouvido,
Lá bem dentro no fundo,
Que não há neste mundo
Um amor mais profundo
Que o amor bem vagabundo
Que vem lá do meu bem.


Você pode ouvir a canção acima, na voz dos intérpretes abaixo, clicando nos links indicados:



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domingo, 21 de agosto de 2016

Reflexões à luz do Espiritismo



No tocante ao alcoolismo, como agem os Espíritos

Reportando-se ao artigo aqui publicado no dia 7 de agosto a respeito dos efeitos do alcoolismo, um leitor pergunta-nos como age um Espírito para que alguém seja induzido a beber e, no caso do tratamento do alcoolismo, que medidas os espíritas recomendam. Quem não leu o artigo a que nos referimos, pode acessá-lo clicando neste link: http://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com.br/2016/08/reflexoes-luz-do-espiritismo.html
A melhor descrição a respeito da ação de um alcoólatra desencarnado sobre uma pessoa que também bebe é-nos dada por André Luiz no capítulo VI, págs. 51 a 55, do livro Sexo e Destino, obra mediúnica psicografada pelos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
Assim relata André Luiz, em seu livro acima citado, o caso Cláudio Nogueira:
Estando Cláudio sentado na sala de seu apartamento, aconteceu de repente o imprevisto. Dois Espíritos vistos à entrada do apartamento penetraram a sala e, agindo sem-cerimônia, abordaram o chefe da casa. "Beber, meu caro, quero beber!", gritou um deles, tateando-lhe um dos ombros. Cláudio mantinha-se atento à leitura de um jornal e nada ouviu. Contudo, se não possuía tímpanos físicos para registrar a petição, trazia na cabeça a caixa acústica da mente sintonizada com o apelante. O Espírito repetiu, pois, a solicitação, algumas vezes, na atitude do hipnotizador que insufla o próprio desejo, reafirmando uma ordem. O resultado não demorou. Viu-se o paciente desviar-se do jornal e deixar-se envolver pelo desejo de beber um trago de uísque, convicto de que buscava a bebida exclusivamente por si.
Abrigando a sugestão, o pensamento de Cláudio transmudou-se, rápido: "Beber, beber!...", e a sede de álcool se lhe articulou na ideia, ganhando forma. A mucosa pituitária se lhe aguçou, como que mais fortemente impregnada do cheiro acre que vagueava no ar. O Espírito malicioso coçou-lhe brandamente os gorgomilos e, ato contínuo, indefinível secura lhe veio à garganta. O Espírito, sagaz, percebeu-lhe, então, a adesão tácita e colou-se a ele. De começo, a carícia leve; depois da carícia, o abraço envolvente; e depois do abraço, a associação recíproca. Integraram-se ambos em exótico sucesso de enxertia fluídica.
Produziu-se ali – refere André Luiz – algo semelhante ao encaixe perfeito. Cláudio-homem absorvia o desencarnado, à guisa de sapato que se ajusta ao pé. Fundiram-se os dois, como se morassem num só corpo. Altura idêntica. Volume igual. Movimentos sincrônicos. Identificação positiva. Levantaram-se a um tempo e giraram integralmente incorporados um ao outro, na área estreita, arrebatando o frasco de uísque.
Não se podia dizer a quem atribuir o impulso inicial de semelhante gesto, se a Cláudio que admitia a instigação, ou se ao obsessor que a propunha. A talagada rolou através da garganta, que se exprimia por dualidade singular: ambos os dipsômanos estalaram a língua de prazer, em ação simultânea.
Desmanchou-se então a parelha e Cláudio se dispunha a sentar, quando o outro Espírito investiu sobre ele e protestou: "eu também, eu também quero!", reavivando-se no encarnado a sugestão que esmorecia. Absolutamente passivo diante da sugestão, Cláudio reconstituiu, mecanicamente, a impressão de insaciedade. Bastou isso e o vampiro, sorridente, apossou-se dele, repetindo-se o fenômeno visto anteriormente.
André Luiz aproximou-se então de Cláudio, para avaliar até que ponto ele sofria mentalmente aquele processo de fusão. Mas ele continuava livre, no íntimo, e não experimentava qualquer espécie de tortura, a fim de render-se. Hospedava o outro simplesmente; aceitava-lhe a direção; entregava-se por deliberação própria. Nenhuma simbiose em que fosse a vítima. A associação era implícita, a mistura era natural. Efetuava-se a ocorrência na base da percussão. Apelo e resposta. Eram cordas afinadas no mesmo tom.
Após novo trago, o dono da casa estirou-se no divã e retomou a leitura, enquanto os Espíritos voltaram ao corredor de acesso, chasqueando, sarcásticos.
Concluindo, não podemos deixar de enfatizar que o indivíduo citado (Cláudio Nogueira) acabara de beber, candidamente, dois tragos de uísque sem perceber – muito menos imaginar – que alguém, invisível aos seus olhos, bebia com ele.
Quanto ao tratamento do alcoolismo, dada a extensão e relevância do assunto, o tema será examinado neste blog no próximo domingo.


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sábado, 20 de agosto de 2016

Destaques da semana da revista “O Consolador”



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Destaques da edição 479

Já está na Web a edição do dia 21 de agosto da revista O CONSOLADOR.

Saiba o que ocorre nesta semana no movimento espírita brasileiro.

Anote e acompanhe os eventos espíritas internacionais desta semana.

A escritora e palestrante mineira Isa Rita Polito Vita é a nossa entrevistada.

“Fascinação e o respeito à Ciência na atualidade” é o tema do Especial da semana.

Conheça a história e as obras do Centro Espírita Amor e Caridade, de Bauru (SP).

“Desobsessão” é o título e o tema do editorial da presente edição.

Pergunta de leitor: - Onde posso me informar sobre mediunidade e corpo astral?

Onde se iniciaram os primeiros estudos de Kardec em matéria de Espiritismo?

A foto nos retrata por fora. Que é que nos retrata por dentro?

Pergunta de leitora: - Quem é Jesus no entendimento espírita?

“A mediunidade de vidência retratada numa minissérie.” (Anselmo F. Vasconcelos)

“Preparativos para viagem” é o título de linda história contada por Meimei.

“Visão sobre o dinheiro, após a morte.” (Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo)

Que tipos de Espíritos se manifestam nas casas mal-assombradas? 

Onde e como Allan Kardec conheceu as irmãs Baudin?

“Palavra e exemplo.” (Cláudio Bueno da Silva)

Diz Paulo que aquilo que o homem semeia, isso mesmo colherá. (Emmanuel)

“Morte, um tema que ainda golpeia anseios e aflige sentimentos.” (Jorge Hessen)

Pode-se dizer que a consciência, por mais que demore, um dia desperta?

“Meu amigo, já trabalhaste no inferno?” (Irmão X)

“Um paradigma de fé ortodoxo, eis o que faz da Igreja um paradoxo.” (José Reis Chaves)

O espírita é uma pessoa conformada? Veja o que Chico Xavier disse sobre isso.

“Benefícios da mediunidade.” (Orson Peter Carrara)

Se souber, traduza: “Lernu cedi favore al multaj.”

Usada muito por Joanna de Ângelis, qual é o significado de contubérnio?

“O pai, o filho e o açoite.” (Ricardo Orestes Forni)

“Começar outra vez” é o que nos propõe Maria Dolores em um lindo poema.

“Quando o presidente do centro espírita recebeu passe...” (Wellington Balbo)




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