domingo, 11 de dezembro de 2016

Reflexões à luz do Espiritismo



O “homem velho” que existe em nós,
eis o nosso 
maior adversário

Entrevistado por um canal de TV ligado à Globosat, conhecido poeta, referindo-se a seus colegas da atual geração, revelou ao repórter o que um deles, atualmente radicado em Minas Gerais, lhe declarou: “Os poetas se odeiam uns aos outros”.
A revelação não constitui nenhuma novidade porque algum tempo atrás, em entrevista publicada no jornal O Estado de São Paulo, outro importante poeta afirmou: “No Brasil, que é tão grande, os poetas ficam muito isolados – e ainda falam muito mal uns dos outros, aumentando ainda mais essa distância. Recentemente estive em Fortaleza, cidade onde os poetas brigam entre si, se odeiam. Há muitos lugares em que poetas de grupos diferentes jamais se falam, nem mesmo se cumprimentam! A circulação da poesia fica, em consequência, ainda mais difícil”.
Estamos falando de pessoas que fazem poesia e, em muitos casos, vivem de poesia – e não de marginais que cumprem pena em algumas de nossas penitenciárias!
A inferioridade do ser humano é algo que não deveria, obviamente, causar-nos surpresa alguma, embora seja difícil entender, excluída a possibilidade da pluralidade das existências, por que nosso mundo é assim tão complicado e imperfeito.
De fato, se a criatura humana surgisse no cenário do mundo e aqui vivesse uma única vez, não se compreenderia por que Deus teria produzido indivíduos tão problemáticos, que só pensam em si, que não têm limites em suas ambições e que buscam o sucesso a qualquer preço, ainda que à custa do próximo.
O Criador não tem, porém, responsabilidade alguma nas tolices, nas falcatruas, nas maldades que o ser humano, ao longo da história, tem perpetrado. Ele nos criou simples e ignorantes, e é justamente em face da pluralidade das existências que conseguimos, aos poucos, melhorar-nos, com vistas à meta que Ele assinalou a cada um de nós, ou seja, a perfeição.
Na principal obra escrita por Allan Kardec, o codificador da doutrina espírita escreveu:

“(...) as faltas que cometemos têm por fonte primária a imperfeição do nosso próprio Espírito, que ainda não conquistou a superioridade moral que um dia alcançará, mas que, nem por isso, carece de livre-arbítrio. A vida corpórea lhe é dada para se expungir de suas imperfeições, mediante as provas por que passa, imperfeições que, precisamente, o tornam mais fraco e mais acessível às sugestões de outros Espíritos imperfeitos, que delas se aproveitam para tentar fazê-lo sucumbir na luta em que se empenhou. Se dessa luta sai vencedor, ele se eleva; se fracassa, permanece o que era, nem pior, nem melhor. Será uma prova que lhe cumpre recomeçar, podendo suceder que longo tempo gaste nessa alternativa. Quanto mais se depura, tanto mais diminuem os seus pontos fracos e tanto menos acesso oferece aos que procurem atraí-lo para o mal. Na razão de sua elevação, cresce-lhe a força moral, fazendo que dele se afastem os maus Espíritos. Todos os Espíritos, mais ou menos bons, quando encarnados, constituem a espécie humana e, como o nosso mundo é um dos menos adiantados, nele se conta maior número de Espíritos maus do que de bons. Tal a razão por que aí vemos tanta perversidade.” (O Livro dos Espíritos, item 872, parte final.)  (Negritamos.)

A informação de que há na Terra maior número de Espíritos maus do que bons pode ser conferida nas duas obras seguintes:

“Vivendo encarnados no Planeta quase dois bilhões de individualidades humanas, esclareceu o benfeitor que mais de um bilhão é constituído por Espíritos semicivilizados ou bárbaros e que as pessoas aptas à espiritualidade superior não passam de seiscentos milhões, divididas pelas várias famílias continentais.” (Voltei, de Irmão Jacob, obra psicografada por Chico Xavier. A informação, relativa ao ano de 1948, consta do capítulo “Recebendo explicações”.) (Negritamos.)
“A determinadas horas da noite, três quartas partes da população de cada um dos hemisférios da Crosta Terrestre se acham nas zonas de contato conosco e a maior percentagem desses semilibertos do corpo, pela influência natural do sono, permanecem detidos nos círculos de baixa vibração qual este em que nos movimentamos provisoriamente. Por aqui, muitas vezes se forjam dolorosos dramas que se desenrolam nos campos da carne. Grandes crimes têm nestes sítios as respectivas nascentes...” (Libertação, de André Luiz, cap. 6, Observações e novidades, obra psicografada por Chico Xavier. A região a que se refere o autor é chamada, na terminologia espírita, de trevas.) (Negritamos.)

A explicação do que lemos nos textos acima tem relação direta com a natureza do planeta em que vivemos e com sua atual destinação, que o Espiritismo nos revela no texto seguinte:

“Os Espíritos em expiação, se nos podemos exprimir dessa forma, são exóticos na Terra; já viveram noutros mundos, donde foram excluídos em consequência da sua obstinação no mal e por se haverem constituído, em tais mundos, causa de perturbação para os bons. Tiveram de ser degredados, por algum tempo, para o meio de Espíritos mais atrasados, com a missão de fazer que estes últimos avançassem, pois que levam consigo inteligências desenvolvidas e o gérmen dos conhecimentos que adquiriram. Daí vem que os Espíritos em punição se encontram no seio das raças mais inteligentes. Por isso mesmo, para essas raças é que de mais amargor se revestem os infortúnios da vida. É que há nelas mais sensibilidade, sendo, portanto, mais provadas pelas contrariedades e desgostos do que as raças primitivas, cujo senso moral se acha mais embotado.
A Terra, conseguintemente, oferece um dos tipos de mundos expiatórios, cuja variedade é infinita, mas revelando todos, como caráter comum, o servirem de lugar de exílio para Espíritos rebeldes à lei de Deus. Esses Espíritos têm aí de lutar, ao mesmo tempo, com a perversidade dos homens e com a inclemência da Natureza, duplo e árduo trabalho que simultaneamente desenvolve as qualidades do coração e as da inteligência. É assim que Deus, em sua bondade, faz que o próprio castigo redunde em proveito do progresso do Espírito.” (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. III, itens 14 a 15.)

Todos temos, como se vê, um árduo e longo caminho pela frente, mas nosso maior adversário somos nós mesmos, ou seja, o “homem velho” que reside em nós, como dizia o inolvidável Paulo de Tarso.




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sábado, 10 de dezembro de 2016

Destaques da semana da revista “O Consolador”



Encontra-se desde já disponível na Web a edição semanal da revista O Consolador, cujos destaques vão abaixo relacionados, seguidos dos respectivos links:

Destaques da edição 495

Já está na Web a edição deste domingo (11 de dezembro) da revista O CONSOLADOR.
Saiba o que ocorre nesta semana no movimento espírita brasileiro.
Anote e acompanhe os eventos espíritas internacionais desta semana.
Ronaldo Pires, paulista radicado em Rio Claro (SP), é o nosso entrevistado.
“Kardec: Defensor do Espiritismo” é o título do Especial de Eurípedes Kühl.
Saiba como foi a recente passagem do orador Divaldo Franco por Buenos Aires.
“Em defesa da Doutrina” é o título e o tema do nosso editorial.
Em que consistiam os fatos designados pelo nome de mesas girantes ou dança das mesas?
Pergunta de um leitor: - Gostaria muito de ser um médium; que devo fazer?
Durante uma comunicação mediúnica pode intrometer-se um outro Espírito?
Saberemos um dia, ao desencarnarmos, qual a causa de nossas dores?
Claudio Viana Silveira: “Palavras úteis ou inúteis...”
Emmanuel comenta a conhecida lição “Atire a primeira pedra...”.
“Advento do Espírito de Verdade” (Gebaldo José de Sousa).
Como nós espíritas entendemos – ou deveríamos entender – a morte?
“Por cinco dias” é o título de um conto de Hilário Silva acerca do suicídio.
Gilson Luís Roberto: “O STF e seus equívocos”.
Ajudar faz bem – é o que nos ensina Meimei em outra linda história.
“Bases da ventura real” (Jorge Hessen).
Por que as mesas girantes passaram a ser chamadas também de mesas falantes?
Chico Xavier e suas surpresas quando começou a psicografar o livro “Nosso Lar”.
José Lucas: “Esquecimento global”.
O Espiritismo e o Esperanto – um casamento conhecido...
“Deixou de existir em dezembro de 2016?” (Luiz Carlos Formiga).
Exigir que os outros se transformem de imediato é um equívoco?
Na frase “Não coloqueis a candeia debaixo do módio”, que significa módio?
Nazareno Feitosa: “Aborto no STF: verdades e mitos”.
“Bilhete de um lutador” é o título de lindo poema de Casimiro Cunha.
“Deus e a Chapecoense” (Ricardo Di Bernardi)





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Contos e crônicas



Humanidade e irmandade

JORGE LEITE DE OLIVEIRA
jojorgeleite@gmail.com
De Brasília-DF

Ao ser acordado, às 6h da manhã, por sua esposa, com a informação de que o avião que transportava todo o time da Chapecoense havia caído, disse Joteli: — Isso é triste demais! E não mais conseguiu dormir naquele dia.
Depois, emocionou-se até as lágrimas quando soube que apenas três jogadores do time haviam sobrevivido e um deles ainda ficaria sem a perna direita, além de correr o risco de perder o pé esquerdo, o goleiro Jackson Follmann, reserva do Marcos Danilo, herói do jogo anterior, que ainda fora salvo com vida, mas falecera a caminho do hospital.
Os outros dois são o zagueiro Neto, em estado crítico, no hospital, e o lateral Allan Ruschel, que não mais corre perigo de morte.
Também saudamos outro herói da sobrevivência, o jornalista Rafael Henzel.
Além desses brasileiros, somente se salvaram o técnico da aeronave Erwin Tumiri e a comissária de bordo Ximena Suárez, ambos bolivianos. De todos, Erwin é o que está em melhor condição física. Parece ter caído de uma bicicleta e não de um avião destroçado.
O acidente repercutiu em todo o mundo, mas a homenagem dos colombianos, que, imediatamente, pediram à CONMEBOL para concederem o título de campeão sul-americano ao time da Chapecoense, foi comovente. É o que se chama, no esporte, de fair play. Bela demonstração de respeito e desprendimento em favor do outro, que é tratado como amigo e não como adversário.
Na quarta-feira, que seria o dia da decisão, a torcida colombiana encheu o estádio com mais de 40.000 torcedores, que traziam na mão uma vela branca acesa e faixas, nas quais se liam: “Somos todos Chapecoense”, “Força Chape”, “Chape, campeã sul-americana”.
Os muros do estádio Atanásio Girardot, em Medellín, foram adornados de flores e iluminados por velas e faixas de encorajamento e solidariedade ao time dos bravos jogadores da Chape, juntamente com toda a tripulação, jornalistas, dirigentes... Balões verdes elevaram-se aos céus!
Jamais se viu coisa igual!
Na última segunda-feira, atendendo ao desejo unânime do time colombiano, a Chapecoense foi considerada campeã sul-americana de futebol, e o Club Atlético Nacional, de Medellín, recebeu o troféu do centenário da CONMEBOL pelo fair play concedido, numa demonstração de “espírito de paz, compreensão e jogo limpo”.
Aqui no Brasil, o que parecia impossível aconteceu: as torcidas de São Paulo, Corinthians, Santos e Palmeiras se reuniram em linda e pacífica homenagem à Chapecoense e seus atletas mortos segundo a carne.
Que bom seria se não somente essas, mas todas as torcidas esportivas, fizessem um pacto de não agressão e repúdio a qualquer tipo de violência, antes, durante e após as competições, a partir dessas manifestações comoventes e sinceras, que nos fazem lembrar as palavras de Jesus: - Amai-vos uns aos outros!
E que, numa partida de futebol, vença o melhor, mas respeite-se o vencido, competindo-se sempre com lealdade e verdadeiro espírito esportivo, como tão bem soube demonstrar o Club Atlético Nacional da Colômbia, país irmão a quem devemos eternamente a nossa gratidão pela lição de solidariedade que nos prestou, repercutindo no mundo inteiro.
Fica aqui a sensação de que, nas tragédias, percebemos quanto somos frágeis, mas também quanto podemos nos fortalecer com os gestos de solidariedade e de amor recebidos. Isso acontece porque, nesses momentos, o sentido da palavra humanidade torna-se sinônimo de irmandade.






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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Iniciação aos clássicos espíritas




Depois da Morte

Léon Denis

Parte 5

Damos sequência ao estudo metódico e sequencial do livro Depois da Morte, de autoria de Léon Denis, de acordo com a tradução feita por Torrieri Guimarães, publicada pela Hemus Livraria Editora Ltda. Nosso objetivo é que este estudo constitua para o leitor uma forma de iniciação aos chamados Clássicos do Espiritismo.
Cada texto compõe-se de duas partes:
- questões preliminares
- texto para leitura.
As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto indicado para leitura. 

                            Questões preliminares

A. Em que momento a alma adquire a consciência?
B. Que representam para nós as existências terrestres?
C. Como compreender a existência da dor?
D. Que ensina Léon Denis sobre o magnetismo?

Texto para leitura

88. Se em nós apenas houvesse matéria, durante o sono não veríamos o Espírito viver e agir sem o concurso dos sentidos. (P. 119)
89. A lucidez magnética, a previsão dos fatos, a leitura do pensamento são outras tantas provas da existência da alma. (P. 119)
90. Se nossa alma se mantém, apesar da perpétua renovação das moléculas do corpo, a desagregação dessas moléculas e seu desaparecimento final com a morte física não podem afetar a alma, que é, pois, imortal. (P. 119)
91. A alma, após lenta elaboração, atinge o estado humano do qual não pode mais involuir: é então que conquista a consciência. (P. 123)
92. Nossas existências terrestres são um episódio de nossa vida imortal: somente a reencarnação pode explicar a diversidade dos caracteres, a variedade de aptidões e as desigualdades que nos ferem a vista. (P. 124)
93. Nossa liberdade é limitada por leis naturais que proveem à nossa conservação: livre-arbítrio e fatalismo equilibram-se e compensam-se, e a liberdade é sempre relativa à perfeição do indivíduo. (P. 126)
94. Aceita a reencarnação, revela-se a finalidade última desta vida: sabemos o que somos e para onde vamos e, então, as satisfações materiais perdem para nós sua atração. (P. 127)
95. Quando a vida é dedicada às paixões e estéril de bens, o ser retrocede, sua posição se amesquinha, e o Espírito deve reencarnar nos mundos de provas para purificar-se ali com o sofrimento. (P. 128)
96. Na ordem moral, como na ordem física, existem causas e efeitos, dirigidos por uma lei soberana e infalível: a existência atual é, pois, a consequência direta e inevitável de nossas existências anteriores. (P. 128)
97. É a ação dessa lei que explica as condições dolorosas por que muitos passam, pois cada vida culpada deverá ser redimida. (P. 129)
98. Feliz ou triste, o homem leva no íntimo de seu ser a sua grandeza ou a sua miséria como consequência das próprias obras. (P. 129)
99. Fixando a finalidade da existência para além da fortuna e do prazer, completa revolução se opera em nosso modo de compreender a vida e vemos que a dor, física ou moral, é elemento necessário à evolução. (P. 131)
100. A dor é a suprema purificação, a escola na qual se aprende paciência, resignação, todos os deveres austeros; é a chama a cujo calor se funde o egoísmo e se consome o orgulho. (P. 131)
101. A dor física desata quimicamente os liames que prendem o Espírito à carne, liberta-o dos fluidos grosseiros que o envolvem depois da morte e o retêm nas regiões inferiores. (P. 132)
102. O mal, a dor, a desigualdade das aptidões e das condições humanas, a aparente injustiça da sorte são explicados com a reencarnação. (P. 136)
103. A alma, de volta à vida espiritual, reconquista a plenitude de suas faculdades; começa então para ela um período de exame, de recolhimento, durante o qual ela se julga e mede o caminho percorrido. (P. 139)
104. O magnetismo, praticado em todos os tempos da história, difundiu-se especialmente no fim do século XVIII, mas só agora, um século depois, com o nome de hipnotismo, os cientistas se dignaram descobri-lo. (P. 149)
105. O sono magnético desenvolve nas pessoas novas faculdades e um poder incalculável de percepção. O fenômeno mais notável é a visão a distância, independentemente do órgão da visão. (P. 150)
106. A ciência do magnetismo dá ao homem maravilhosos recursos; a ação dos fluidos sobre o corpo humano é imensa. (P. 151)
107. Não existe homem animado de simpatia profunda pelos deserdados da sorte, de verdadeiro amor pelos sofredores, que não possa aliviar as dores de seus semelhantes pela prática sincera e iluminada do magnetismo. (P. 151)

Respostas às questões preliminares

A. Em que momento a alma adquire a consciência?
Depois de lenta elaboração, a alma atinge o estado humano do qual não pode mais involuir: é então que conquista a consciência. (Depois da Morte, p. 123.)
B. Que representam para nós as existências terrestres?
Nossas existências terrestres são um episódio de nossa vida imortal. Somente a reencarnação pode explicar a diversidade dos caracteres, a variedade de aptidões e as desigualdades que nos ferem a vista. A existência atual é, em face disso, a consequência direta e inevitável de nossas existências anteriores. (Obra citada, pp. 124 e 128.)
C. Como compreender a existência da dor?
A dor, física ou moral, no mundo em que vivemos, é elemento necessário à evolução, é a suprema purificação, a escola na qual se aprendem a paciência, a resignação e todos os deveres austeros. A dor física desata quimicamente os liames que prendem o Espírito à carne e liberta-o dos fluidos grosseiros que o envolvem depois da morte e o retêm nas regiões inferiores. (Obra citada, pp. 131 e 132.)
D. Que ensina Léon Denis sobre o magnetismo?
Ele diz que o magnetismo, praticado em todos os tempos da história, difundiu-se especialmente no fim do século XVIII, mas somente um século depois, com o nome de hipnotismo, os cientistas se dignaram descobri-lo. A ciência do magnetismo dá ao homem maravilhosos recursos. A ação dos fluidos sobre o corpo humano é imensa e não existe homem animado de simpatia profunda pelos deserdados da sorte, de verdadeiro amor pelos sofredores, que não possa aliviar as dores de seus semelhantes pela prática sincera e iluminada do magnetismo. (Obra citada, pp. 149 a 151.)


Nota:

Links que remetem aos textos anteriores:





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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Iniciação ao estudo da doutrina espírita




As Obras Básicas do Espiritismo

Este é o quinto texto de uma série que esperamos sirvam aos neófitos como iniciação ao estudo da doutrina espírita. Os estudos aqui apresentados foram elaborados de acordo com o temário que a Federação Espírita Brasileira adotou nos primórdios do ESDE - Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita.
Cada texto compõe-se de duas partes:
- questões para debate
- texto para leitura.
As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto sugerido para leitura. 

Questões para debate

1. Quais são as dez principais obras escritas por Allan Kardec, pela ordem cronológica de sua publicação?
2. O livro intitulado "Obras Póstumas" foi escrito por Kardec antes ou depois de seu falecimento?
3. Que contém "O Livro dos Espíritos"?
4. Que contém "O Evangelho segundo o Espiritismo"?
5. Como se chama o livro no qual Kardec analisa os milagres e as predições relatadas no Evangelho?

Texto para leitura

1. As obras básicas da Codificação Kardequiana são as seguintes, por ordem cronológica de publicação:
1. "O Livro dos Espíritos", lançado em Paris (França) em 18 de abril de 1857;
2. "O Livro dos Médiuns", publicado em janeiro de 1861;
3. "O Evangelho segundo o Espiritismo", lançado em abril de 1864;
4. "O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina segundo o Espiritismo", publicado em agosto de 1865; e
5. "A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo", lançada em janeiro de 1868.
2. Além das obras citadas - que formam o chamado Pentateuco Kardequiano - Kardec escreveu outras obras, consideradas introdutórias ou complementares, a saber: "Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas" (1858); "O que é o Espiritismo" (1859); "Viagem Espírita em 1862" (1862) e "O Espiritismo em sua mais Simples Expressão" (1862).
3. Bem depois de seu falecimento, seus amigos reuniram artigos e anotações esparsas deixadas pelo codificador, do que resultou o interessante livro intitulado "Obras Póstumas", publicado em 1890.
4. O conteúdo das obras básicas expõe e consolida os princípios e os elementos constitutivos da Doutrina Espírita, segundo o ensino dado pelos Espíritos superiores e codificado por Allan Kardec.
5. O primeiro dos cinco livros que compõem o Pentateuco, "O Livro dos Espíritos", contém os "Princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade - segundo os ensinos dados por Espíritos superiores com o concurso de diversos médiuns - recebidos e coordenados por Allan Kardec".
6. "O Livro dos Espíritos" contém, ainda, uma Introdução e uma Conclusão e está  dividido em quatro partes, também chamadas livros.
A Primeira parte trata das causas primárias e possui quatro capítulos: Deus, elementos gerais do Universo, criação e princípio vital.
A Segunda trata do mundo espírita ou mundo dos Espíritos em onze capítulos: Espíritos, encarnação, volta do Espírito, após a morte, ao mundo espiritual, pluralidade das existências, vida espírita, volta do Espírito à vida corporal, emancipação da alma, intervenção dos Espíritos no mundo corporal, ocupações e missões dos Espíritos e os três reinos da Natureza.
A Terceira trata das leis morais em doze capítulos: lei divina ou natural, adoração, trabalho, reprodução, conservação, destruição, sociedade, progresso, igualdade, liberdade, justiça, amor e caridade, perfeição moral.
A Quarta trata das esperanças e consolações em dois capítulos: penas e gozos terrenos, penas e gozos futuros.
7. O segundo livro do Pentateuco, "O Livro dos Médiuns", que apresenta no seu frontispício o subtítulo "Guia dos Médiuns e dos Evocadores", contém o "Ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os tropeços que se podem encontrar na prática do Espiritismo". Kardec diz que este livro constitui a sequência d' O Livro dos Espíritos.
8. "O Livro dos Médiuns" está dividido em duas partes.
A Primeira trata das noções preliminares e contém quatro capítulos: existência dos Espíritos, o maravilhoso e o sobrenatural, método e sistemas.
A Segunda trata das manifestações espíritas em trinta e dois capítulos: ação dos Espíritos sobre a matéria, manifestações físicas, manifestações inteligentes, manifestações visuais, bicorporeidade, transfiguração, laboratório do mundo invisível, lugares assombrados, natureza das comunicações, sematologia, tiptologia, pneumatografia, psicografia, médiuns, formação dos médiuns, inconvenientes e perigos da mediunidade, papel do médium nas comunicações espíritas, influência moral do médium, influência do meio, mediunidade nos animais, obsessão, identidade dos Espíritos, evocações, perguntas que se podem fazer aos Espíritos, contradições e mistificações, charlatanismo e prestidigitação, reuniões e sociedades espíritas, regulamento da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, dissertações espíritas e vocabulário espírita.
9. O terceiro livro, "O Evangelho segundo o Espiritismo", contém "A explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida".
10. Dividido em 28 capítulos, além da Introdução, o livro examina detalhadamente o ensino moral contido nos Evangelhos, que é comentado por Kardec e por diversos instrutores do Plano Espiritual, por meio de comunicações devidamente assinadas. Conforme é assinalado pelo codificador na Introdução, esta obra não se preocupa com os atos comuns da vida de Jesus, nem com seus milagres e predições, que são objeto da última obra do Pentateuco Kardequiano.
11. O quarto livro, "O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina segundo o Espiritismo", contém o "Exame comparado das doutrinas acerca da passagem da vida corporal à vida espiritual, das penalidades e recompensas futuras, dos anjos e demônios e das penas eternas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante a morte e depois dela".
12. Este livro é dividido em duas partes.
A Primeira trata da doutrina e contém onze capítulos: o porvir e o nada, temor da morte, céu, inferno, purgatório, doutrina das penas eternas, as penas futuras segundo o Espiritismo, anjos, demônios, intervenção dos demônios nas manifestações e proibição de evocação dos mortos.
A Segunda parte enumera exemplos sobre o passamento e a situação dos Espíritos após a morte, em oito capítulos: passamento, Espíritos felizes, Espíritos em condições medianas, sofredores, suicidas, criminosos arrependidos, endurecidos e expiações terrestres.
13. O quinto livro do Pentateuco Kardequiano, "A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo", contém uma Introdução e três Partes.
A Primeira trata da Gênese e é formada por doze capítulos: caráter da revelação espírita, Deus, o bem e o mal, papel da ciência na Gênese, antigos e modernos sistemas do mundo, uranografia geral, esboço geológico da Terra, teorias sobre a formação da Terra, revolução do globo, Gênese orgânica, Gênese espiritual, Gênese mosaica.
A Segunda trata dos milagres e possui três capítulos: caracteres dos milagres, os fluidos, os milagres no Evangelho.
A Terceira cuida das predições e é constituída também por três capítulos: teoria da presciência, predições do Evangelho, os tempos são chegados.

Respostas às questões propostas

1. Quais são as dez principais obras escritas por Allan Kardec, pela ordem cronológica de sua publicação?
As principais obras de Kardec, por ordem cronológica de publicação, são "O Livro dos Espíritos", lançado em Paris (França) em 18 de abril de 1857; "O Livro dos Médiuns", publicado em janeiro de 1861; "O Evangelho segundo o Espiritismo", lançado em abril de 1864; "O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina segundo o Espiritismo", publicado em agosto de 1865; e "A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo", lançada em janeiro de 1868.
Além dessas obras, que formam o chamado Pentateuco Kardequiano, Kardec escreveu outras obras consideradas introdutórias ou complementares, a saber: "Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas" (1858); "O que é o Espiritismo" (1859); "Viagem Espírita em 1862" (1862) e "O Espiritismo em sua mais Simples Expressão" (1862). Depois de seu falecimento, seus amigos reuniram artigos e anotações esparsas deixadas pelo codificador, do que resultou o livro intitulado "Obras Póstumas", publicado em 1890.
2. O livro intitulado "Obras Póstumas" foi escrito por Kardec antes ou depois de seu falecimento?
Apesar do título, este livro compõe-se de textos escritos por Kardec enquanto encarnado. A publicação é que ocorreu bem depois de seu falecimento.
3. Que contém "O Livro dos Espíritos"?
A principal obra de Kardec, que se divide em quatro livros ou partes, contém os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade – segundo os ensinos dados por Espíritos superiores com o concurso de diversos médiuns – recebidos e coordenados por Allan Kardec. O livro contém, ainda, uma Introdução, um prefácio ou prolegômenos e uma Conclusão.
4. Que contém "O Evangelho segundo o Espiritismo"?
Este livro contém a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida. Dividido em 28 capítulos, além da Introdução, o livro examina detalhadamente o ensino moral contido nos Evangelhos, que é comentado por Kardec e por diversos instrutores do Plano Espiritual, por meio de comunicações devidamente assinadas. A obra, conforme explica o codificador na Introdução, não se preocupa com os atos comuns da vida de Jesus, nem com seus milagres e predições, que são objeto da última obra do Pentateuco Kardequiano.
5. Como se chama o livro no qual Kardec analisa os milagres e as predições relatadas no Evangelho?
Embora conhecido mais pelo nome A Gênese, esta obra chama-se "A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo".



Nota:

Links que remetem aos textos anteriores:







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