terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Contos e crônicas


Ouvidos que ouçam a regência da vida

CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@gmail.com
De Londrina-PR

“‒ Eu estou aqui.”
Tantas vezes deixamos a fraqueza ser mais forte que a fé. Vêm a dor, o desespero, o desânimo, a vontade de nada mais fazer para progredir. E o tempo fatigante se arrasta. Muito comum tudo isso. No entanto, nenhuma paz se conquista sem o empenho com a vida e o seu nobre reconhecimento. Viver é o maior dom que se pode sentir.
Se as dificuldades existem, também se fazem presentes as suas transformações; se a dor lateja no corpo ou na alma, quer dizer que é o momento perfeito para a reforma dos atos, palavras, sentimentos; se o dia é gris e não se percebe o céu azul, libere o franzimento do olhar para que a linda paisagem possa ser vista; se a fria solidão é a maior companheira, abandone-a para ter companhias mais bondosas e amáveis; se o turbilhão habita no interior, silencie-o com a simples prece de coração.
Para toda dor existe o remédio ideal e o mais eficiente é a compreensão de que tudo deve partir do interno para o externo. E então a beleza será reconhecida; o amor, exaltado; a mudança, automática; a fé, inabalada. E os passos abençoados continuarão lado a lado.
Todas as estradas já percorridas devem ser observadas como exemplos vivos; umas dessas nunca mais deverão ser retomadas, outras deverão ser lembradas, ou seja, o que é bom alimenta-se, o que não é que se desmanche com o vento das oportunidades.
E a vida segue... segue com sua naturalidade perfeita: a mesma energia investida é auferida. Mas somos filhos de Deus e essa dádiva é o tesouro que restaura o nosso ser e um dia poderemos ser como nosso irmão, Mestre Jesus. O objetivo maior deve sempre ser o nosso melhor, pois só assim conseguiremos, bem devagarzinho, perceber a bondade divina... incomparável Amor.
Olhemos mais as flores nos campos; agradeçamos o ar, a água, a natureza; respeitemos a vida em seus pormenores, amparemos quem precisa e dessa forma sejamos amparados por quem já conquistou um pouquinho mais; sintamos mais os nobres sentimentos e haverá menos espaço para os de pequenez comprovada. Quando nos importarmos com o que de fato é importante, nosso horizonte será esverdeado e infinito e os passos na areia serão vistos.
O tempo todo há mais a agradecer, o que ocorre, tantas vezes, é a incapacidade de reconhecer o presente e a notável capacidade de avistar a dificuldade em todos os momentos e direções. Fragilizar-se nas ocasiões é o mesmo que não aceitar o convite da vida. Por mais difícil que seja, o amparo já é antes existente. Se Deus é o Pai, o que se pode temer? Todo crescimento implica etapas conquistadas, logo, que se deseje seguir, pois senão, o caminho naturalmente nos encaminhará.
E como numa tarde amena e aconchegante de outono, possamos sentir a vida como o vital laranja das folhas, o suave e fresco vento tocando o nosso rosto, a paz de um dia a mais vivido, a companhia dos que amamos e dos que aprenderemos a amar, a tranquilidade do entardecer visto de um parque de tulipas coloridas, como realmente a vida deve ser sentida.
Ainda se aquietarmos a rebeldia do nosso coração poderemos ouvir as doces palavras ‒ “Eu estou aqui” ‒, frase que ecoa eternamente... frase amorosa de Deus dita por meio da bondade do Mestre Jesus.
E graças a Deus nunca estamos sós, mas acompanhados até a eternidade.
   
Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/





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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

As mais lindas canções que ouvi (225)


Sua estupidez

Erasmo Carlos e Roberto Carlos

Meu bem, meu bem,
Você tem que acreditar em mim,
Ninguém pode destruir assim
Um grande amor...
Não dê ouvidos à maldade alheia
E creia:
Sua estupidez não lhe deixa ver
Que eu te amo...

Meu bem, meu bem,
Use a inteligência uma vez só.
Quantos idiotas vivem só,
Sem ter amor...
E você vai ficar também sozinha
E eu sei por quê.
Sua estupidez não lhe deixa ver
Que eu te amo...

Quantas vezes eu tentei falar
E no mundo não há mais lugar
Pra quem toma decisões na vida sem pensar.
Conte ao menos até três,
Se precisar conte outra vez,
Mas pense outra vez:
Meu bem, meu bem, meu bem,
Eu te amo!

Meu bem, meu bem,
Sua incompreensão já é demais.
Nunca vi alguém tão incapaz
De compreender
Que o meu amor é bem maior que tudo
Que existe,
Mas sua estupidez não lhe deixa ver
Que eu te amo...



As cifras desta música você encontra em: https://www.cifraclub.com.br/roberto-carlos/sua-estupidez/



Você pode ouvir a canção acima, na voz dos intérpretes abaixo, clicando no link indicado:
Gal Costa e Roberto Carlos - https://www.youtube.com/watch?v=JMwUdHejvFo
Roberto Carlos e Sophie Charlotte - https://www.youtube.com/watch?v=NUaJHCeWMM8




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domingo, 15 de janeiro de 2017

Reflexões à luz do Espiritismo


É graças à reencarnação que progredimos

A reencarnação é, como ninguém ignora, um dos princípios fundamentais do Espiritismo. A passagem dos Espíritos pela vida corporal é absolutamente necessária para que eles possam evoluir e adquirir as asas com que rumem até a meta para a qual fomos criados, ou seja, a perfeição.
A atividade que o Espírito é obrigado a exercer na vida terrena auxilia o desenvolvimento de sua inteligência, que se amplia ao longo das jornadas sucessivas, concorrendo desse modo não só para a sua evolução, como para o progresso do próprio planeta.
Retornando a uma nova experiência reencarnatória, o Espírito traz, gravados em seu psiquismo, o conhecimento que acumulou nas anteriores existências, a inteligência que aprimorou e as virtudes que adquiriu ao longo do processo.
Quem é pai percebe, com grande facilidade, as nuanças que se revelam em seus filhos, tanto no aspecto intelectual quanto no aspecto moral. Há crianças que desde cedo se mostram afáveis e carinhosas, enquanto um dos irmãos parece refratário ao contato com os pais. Outras revelam aptidões diferentes no tocante ao aprendizado. Umas aprendem com facilidade essa ou aquela disciplina, ao passo que outras têm enorme dificuldade no assimilar esse ou aquele conteúdo.
A história da presença do homem na Terra evidencia, com notável clareza, como a evolução dos seres humanos é real, apesar de extremamente lenta.
Segundo recentes estudos, o homo sapiens sapiens surgiu na Terra há pouco mais de 40 mil anos, mas é ele, em verdade, uma subespécie do homo sapiens, cuja presença inicial teria ocorrido no mundo há cerca de 200 mil anos e era, segundo a ciência, a espécie que mais se assemelhava ao homem moderno.
Ocorre que tais indivíduos não apareceram de repente ou por acaso, sendo fruto de um processo evolutivo que apresentou, muito antes, entre outras espécies, o homo habilis, que viveu entre 2,2 milhões a 780 mil anos atrás, e o homo erectus, que viveu entre 1,8 milhão e 300 mil anos atrás.
Nesse processo, cuja duração é medida por milênios, não apenas a forma física, mas a inteligência, o conhecimento e a técnica se desenvolveram, fruto das experiências sucessivas proporcionadas pela lei da reencarnação.
Presente no planeta há 40 mil anos aproximadamente, foi, contudo, somente no Período Neolítico, também conhecido como Idade da Pedra Polida, iniciado por volta de 8.000 anos antes de Cristo, que o homo sapiens sapiens conquistou certas habilidades que a partir de então ficaram incorporadas na vida dos terráqueos.
Se antes o homem paleolítico coletava alimentos praticando o ato da caça e da pesca para sobreviver, o homem neolítico passou a produzir o que comer com mais assiduidade, plantando frutos, legumes e vegetais. Com isso, não havia mais a necessidade de vagar constantemente à procura de alimentos. Foram construídas então as primeiras moradias, similares a pequenos cubículos feitos de palha e madeira. Os neolíticos trabalhavam, geralmente, de forma coletiva, saindo em numerosos grupos para as poucas atividades de caça e pesca, enquanto as mulheres eram responsáveis por garantir o bem-estar das pequenas aldeias, permanecendo com os filhos e cuidando da agricultura. Com mais tempo para interagirem entre si, os neolíticos desenvolveram as primeiras atividades de lazer, descobrindo a arte da cerâmica e a forma de comercializá-la.
Outro importante avanço desse período foi a domesticação dos animais, o que possibilitou maior proximidade deles com o homem e trouxe mais variações alimentícias, com a criação de gado, cabras e porcos. As vestimentas também sofreram alterações. Devido ao frio intenso da Era Glacial, o homem paleolítico se cobria com pele de animal, enquanto o neolítico passou a fabricar as primeiras roupas com lã, algodão e linho para facilitar na locomoção e trazer mais conforto em relação ao clima mais ameno.
Em face do exposto, toda vez que alguém contestar a necessidade do processo reencarnatório ou simplesmente negá-lo, pergunte a essa pessoa que seria do mundo e do homem se Deus nos houvesse privado das experiências que a passagem pela vida corporal nos proporciona. Caso tenha dúvida em sua resposta, olhe para seus próprios filhos e pergunte o que lhes aconteceria caso nenhum deles conhecesse a escola e o trabalho...




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sábado, 14 de janeiro de 2017

Destaques da semana da revista “O Consolador”


Encontra-se desde já disponível na Web a edição semanal da revista O Consolador, cujos destaques vão abaixo relacionados, seguidos dos respectivos links:

Destaques da edição 499

Já pode ser lida na Web a edição de amanhã – dia 15 - da revista O CONSOLADOR.
Paulo Sérgio dos Reis, de São José dos Campos (SP), é o nosso entrevistado.
Leonardo Marmo Moreira conclui o artigo sobre o sono e suas implicações sobre a saúde.
“Uma nova Medicina para um novo Milênio: a humanização do Ensino Médico” – confira.
Num dia como hoje – 15 de janeiro de 1861 – surgia em Paris “O Livro dos Médiuns”.
Saiba o que ocorre nesta semana no movimento espírita brasileiro.
Anote e acompanhe os eventos espíritas internacionais desta semana.
“Melhoramento moral de todos, eis o objetivo que importa” é o tema do nosso editorial.
Campanha pró-filme Paulo de Tarso e História do Cristianismo – confira e também apoie.
Qual é o estado do Espírito no intervalo de suas existências corpóreas?
Quando o Espírito abandona temporariamente o corpo, qual é a sensação?
Morte na infância e abuso sexual contra crianças – como entender isso?
“Filhos e drogadição” – artigo de Alessandro Viana Vieira de Paula.
Diante de qualquer pessoa, como agir? – veja o que diz Emmanuel.
“2016, 2017, 2018... e a cronologia de nossa evolução” – artigo de Claudio Viana Silveira.
Animais desencarnados ajudam nas excursões socorristas? 
Há na vida, segundo Albino Teixeira, um recurso divino – veja qual é.
“O Evangelho e o novo” – artigo de Hyerohydes Gonçalves.
A história dos meninos Caio e Roberto e o valor da oração.
“Lar, pequena praia...” – artigo de Leda Maria Flaborea.
Carregar ressentimentos faz mal?  
Uma frase de Chico Xavier que mudou por completo a vida de um pai.
“Sintonia e harmonização energética” – artigo de Ricardo Di Bernardi
Conheça um pouco sobre a médium Yvonne A. Pereira.
“A varinha de condão” – artigo de Ricardo Orestes Forni.
Como o Espiritismo define o bem e o mal?
Alfabeto e Trema – veja como ficaram após o Acordo Ortográfico.
“A estrada de Emaús” – artigo de Temi Mary Faccio Simionato.
“A lição do dinheiro” – lindo poema de Maria Dolores.
“Big Brother interno...” – artigo de Wellington Balbo.




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Contos e crônicas


Dez conclusões “machadianas”

JORGE LEITE DE OLIVEIRA
jojorgeleite@gmail.com
De Brasília-DF

Amiga leitora, hoje vou filosofar um pouco, pois "os tempos são chegados". De acordo com Yuval Noah Harari, em Uma breve história da humanidade, nada mais somos do que a ramificação dos primatas que, de cerca de doze mil anos para cá, vêm dominando o mundo e exterminando outros animais, muitos dos quais reproduzidos para nos alimentar.
Diz ele, no final do primeiro capítulo de sua obra: "Se a culpa é dos sapiens ou não, o fato é que, tão logo eles chegavam a um novo local, a população nativa era extinta".
Na conclusão desse capítulo, Harari deduz que, provavelmente, o Homo sapiens, que somos nós, "conquistou o mundo, acima de tudo, graças à sua linguagem única".
Isso me faz pensar nas teorias de renomados filósofos do século XIX que, baseados nessa "linguagem única", realizaram verdadeiras proezas intelectuais para provar que nada mais somos do que matéria.
A base para tal constatação é a Ciência Positivista, que foi elevada à condição de verdade absoluta, contra todas as ideias espiritualistas do passado e do presente. Um dos seus teóricos foi Hegel (1770-1831), que "matou a religião" e elegeu a adoração ao homem como fundamento de nossas vidas, ao considerar a História como a "realidade absoluta" e "eliminar a dicotomia matéria e espírito".
O fundador do Positivismo foi Auguste Comte (1798-1857), que substituiu a Filosofia pela Ciência. Seu culto é o da Humanidade, o "Grande Ser", composto pelos cidadãos do passado, do presente e do futuro que foram, são ou possam ser úteis à própria Humanidade.
Outro "humanista absoluto" foi Nietzsche (1844- 1900), com sua teoria sobre o "super-homem" cujo objetivo na vida seria o de idolatrar o próprio corpo e buscar, antes de mais nada, os próprios interesses, uma vez que, para ele, nada mais somos do que matéria e, como tal, fadados à extinção após a morte. Para Nietzsche, Deus não existe; e a concepção de uma divindade é um pretexto para dominar as mentes e os povos fracos. Esse filósofo foi enlouquecendo aos poucos e morreu louco, mas ainda é seguido por muitos...
Mas quem estrutura, definitivamente, o Materialismo, cuja teoria já existia no mundo desde a época dos filósofos gregos pré-socráticos (cerca de 500 anos a.C.), foi Karl Marx (1818-1883), com a contribuição de Engels, que finalizou sua obra máxima após a morte de Marx: O Capital.
Alguns políticos e cidadãos brasileiros levaram a sério tais devaneios e procuraram aplicá-los com rigor à vida prática, principalmente, com base na já tão conhecida "lei de Gérson", que, embora nos proponha levar "vantagem em tudo", também nos conduz ao suicídio lento pelo tabagismo, pois essa “lei” surgiu de uma propaganda de cigarros em que o ex-craque de futebol, Gérson, cigarro à boca, dizia a célebre frase: “Gosto de levar vantagem em tudo, certo?”
Então, amiga, vou enumerar-lhe agora as dez conclusões a que cheguei em relação ao abismo ao qual foi atirado nosso país pelos maus políticos, empresários e economistas inescrupulosos:
1ª) É preciso conquistar e manter o poder a todo o custo. Então, nomeemos para os diversos cargos públicos e políticos as pessoas que trabalhem para a grande coligação partidária formada pelos partidos da situação.
2ª) No Judiciário, indiquemos para cargos-chave, em especial na direção de presídios, filiados aos nossos coligados, pois estes saberão tratar humanamente os pobres traficantes e matadores de ou sem aluguel. Para as cadeias, encaminhemos, também, os incautos que não pagam pensão, o imposto de renda, etc. e os deixemos junto com aqueles, que saberão cuidar destes.
3ª) Indiquemos os "melhores políticos" para a gestão e negócios de grandes empresas e bancos públicos; eles saberão onde depositar os lucros desviados para nossos "fundos partidários" e "bolsos sem fundos".
4ª) Criemos o maior número de programas sociais, pois o povo não gosta de estudar e fundar escolas é desperdício de dinheiro público. Isso fica para a iniciativa privada.
5ª) Universidades públicas, como a do Rio de Janeiro, são desperdício de dinheiro. Nada de subsídios a essas fontes de alienação mental. O que o povo quer é circo e brioche.
6ª) Nossas escolas públicas devem ser instruídas a orientarem seus alunos com base nas seguras teorias materialistas de Marx e seus companheiros de ideal econômico. "Proletários, (des)uni-vos, nós sabemos o que é melhor para vocês."
7ª) Vamos criar um cadastro de maus pagadores e convidá-los a saldar suas contas, anualmente, com descontos de até 80%. Deixemos aos otários o pagamento integral de seus impostos e endividamentos.
8ª) Governar é fazer dívidas e construir "elefantes brancos" que fiquem inacabados e sem possibilidade de sua construção. Que se danem os escrúpulos. Afinal, o nosso é apenas um dentre milhares de municípios, e ninguém vai nos fiscalizar pois já tomamos nossas providências para corromper os fiscais que têm o DNA semelhante ao nosso. (Não, amigo leitor, não se trata de Data de Nascimento Antigo, mas você pode sugerir outro significado. Que tal Depravado Nível Animal?)
9ª) Vamos manter as indicações políticas para os altos cargos governamentais, em especial nos tribunais de justiça. Se nossos representantes estiverem no comando das leis, estas nunca serão contra nós. E se forem, nossos companheiros dos diversos sindicatos políticos e movimentos paramilitares não permitirão que nos façam qualquer mal.
10ª) E última conclusão: Mantenhamos a obrigatoriedade do voto e a urna eletrônica. Do resto, cuidamos nós. Afinal, só nós, os animais fortes e poderosos, sobreviveremos.
Após nós, que venha o dilúvio.
Qualquer semelhança de muitos políticos atuais com o Homo sapiens é isso mesmo: completa.
E eu, amigo leitor, não falo mais de política.







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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Iniciação aos clássicos espíritas



Depois da Morte

Léon Denis

Parte 10

Damos sequência ao estudo metódico e sequencial do livro Depois da Morte, de autoria de Léon Denis, de acordo com a tradução feita por Torrieri Guimarães, publicada pela Hemus Livraria Editora Ltda. Esperamos que este estudo constitua para o leitor uma forma de iniciação aos chamados Clássicos do Espiritismo.
Cada parte compõe-se de: 
- questões preliminares
- texto para leitura.
As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto indicado para leitura. 

                           Questões preliminares

A. Em que a filosofia espírita concorre para o melhoramento dos homens?
B. Como esta obra conceitua a fé e o orgulho?
C. Que diz o autor deste livro sobre riqueza e pobreza?
D. Que é egoísmo e quais as suas consequências?

Texto para leitura

193. O Espiritismo dá-nos a chave do Evangelho e ensina-nos a moral superior, definitiva, cuja grandeza revela sua origem sobre-humana. (P. 260)
194. A filosofia dos Espíritos, sobrepondo aos castigos eternos a justa consequência dos próprios atos, mostra-nos que o Espírito, em toda parte e sempre, será aquilo que de si mesmo fez. (P. 260)
195. A noção da finalidade real da existência tem um valor incalculável para o melhoramento e a elevação dos homens: o conhecimento da meta a que nos dirigimos facilita nossa marcha e imprime às ações um impulso vigoroso para o ideal concebido. (P. 261)
196. A perspectiva se alarga com a filosofia espírita; o que devemos buscar não é mais o bem terrestre, mas o melhoramento íntimo. (P. 261)
197. O dever é o nobre ideal que inspira os grandes sacrifícios, as puras dedicações e os entusiasmos santificados, e do seu culto decorre uma calma íntima e uma serenidade de espírito mais preciosa que todos os bens da Terra, que se pode degustar mesmo entre provas e desventuras. (P. 263)
198. A essência do homem moral é a honestidade. (P. 264)
199. A honestidade, segundo o mundo, não é, porém, honestidade segundo as leis divinas, que são mais exigentes com a criatura humana. (P. 264)
200. Os Espíritos nos mostram que a responsabilidade é relativa ao saber e que o conhecimento espírita impõe-nos trabalhar mais ainda. (P. 265)
201. A prática constante do dever leva-nos ao aperfeiçoamento; para apressá-lo é preciso estudar primeiro com atenção a si mesmo e submeter os próprios atos a escrupuloso controle. (P. 265)
202. É necessário, em segundo lugar, escolher as amizades, os companheiros e procurar viver em ambiente honesto e puro, onde reinem apenas influências benéficas e fluidos quentes e simpáticos, evitando conversas frívolas, a maledicência e a mentira e retemperando-se com frequência no estudo e no recolhimento. (P. 266)
203. A fé é a mãe de todo sentimento nobre e de toda grande ação. (P. 268)
204. O conhecimento do mundo invisível e a confiança numa lei superior de justiça e de progresso imprimem à fé segurança e calma. (P. 269)
205. O orgulho é o mais temível de todos os vícios e dele derivam todas as perturbações da vida social. O homem só poderá livrar-se dele ao preço de provas dolorosas e de existências obscuras. (P. 271)
206. O ensino espírita revela-nos a condição dos orgulhosos na vida futura: os humildes e os pobres deste mundo são ali exaltados; os vaidosos e os poderosos são deprimidos e humilhados. (P. 272)
207. A riqueza e o poder geram, com frequência, o orgulho, enquanto uma vida obscura e de trabalhos concorre para o progresso moral. (P. 274)
208. As tentações têm menor força contra o operário ocupado em seu trabalho diário, enquanto o homem mundano é absorvido pelas ocupações frívolas, pelas especulações e pelo prazer. (P. 274)
209. A riqueza prende-nos à Terra com vínculos tão numerosos e íntimos, que a morte raramente consegue romper e libertar-nos deles; daí decorrem as angústias do rico na vida futura. (P. 274)
210. A pobreza ensina-nos a termos compaixão pelos males alheios e a dar valor a mil coisas que nada significam para os que são felizes. (P. 276)
211. Irmão do orgulho, o egoísmo provém das mesmas causas e constitui uma das mais terríveis doenças da alma e o maior obstáculo que se opõe a qualquer aperfeiçoamento social. (P. 278)
212. O egoísmo é a persistência do feroz espírito de individualismo que distingue o animal e que apresenta o vestígio de um estado inferior pelo qual tenhamos passado. (P. 278)
213. O egoísmo traz em si seu próprio castigo: a vida do egoísta transcorre vazia e monótona e tanto aqui quanto na vida espiritual todos fogem dele, homens ou Espíritos. (P. 280)
214. Embora possa ser encontrado em todas as classes, o egoísmo é mais comum no rico que no pobre: com frequência a prosperidade endurece o coração, enquanto a desventura ensina-nos a partilhar as dores alheias. (P. 280)
215. Não haverá paz, segurança, bem-estar social, se não for vencido o egoísmo e destruídos os privilégios. Mas a solidariedade irá triunfar, graças ao conhecimento de nossos destinos: a reencarnação e a necessidade de voltar em condições modestas serão aguilhões a estimular o egoísta, fazendo com que o sentimento exagerado da personalidade se atenue. (PP. 281 e 282)

Respostas às questões preliminares

A. Em que a filosofia espírita concorre para o melhoramento dos homens?
A contribuição da filosofia espírita para o progresso moral dos homens advém de vários fatores. Primeiramente, dá-nos ela a chave do Evangelho e ensina-nos a moral superior, definitiva, cuja grandeza revela sua origem sobre-humana. Em segundo lugar, sobrepondo aos castigos eternos a justa consequência dos próprios atos, mostra-nos que o Espírito, em toda parte e sempre, será aquilo que de si mesmo fez. A noção da finalidade real da existência tem um valor incalculável para o melhoramento e a elevação dos homens: o conhecimento da meta a que nos dirigimos facilita nossa marcha e imprime às ações um impulso vigoroso para o ideal concebido. Com a filosofia espírita, a perspectiva se alarga; o que devemos buscar não é mais o bem terrestre, mas o melhoramento íntimo. (Depois da Morte, cap. XLII e XLIII, pp. 260 a 263.)
B. Como esta obra conceitua a fé e o orgulho?
A fé é a mãe de todo sentimento nobre e de toda grande ação. O orgulho é o mais temível de todos os vícios e dele derivam todas as perturbações da vida social. O homem só poderá livrar-se do orgulho ao preço de provas dolorosas e de existências obscuras. (Obra citada, cap. XLIV e XLV, pp. 268 a 274.)
C. Que diz o autor deste livro sobre riqueza e pobreza?
A riqueza prende-nos à Terra com vínculos tão numerosos e íntimos, que a morte raramente consegue romper e libertar-nos deles; daí decorrem as angústias do rico na vida futura. A pobreza ensina-nos a termos compaixão pelos males alheios e a dar valor a mil coisas que nada significam para os que são felizes. (Obra citada, cap. XLV, pp. 274 a 276.)
D. Que é egoísmo e quais as suas consequências?
O egoísmo constitui uma das mais terríveis doenças da alma e o maior obstáculo que se opõe a qualquer aperfeiçoamento social. O egoísmo é a persistência do feroz espírito de individualismo que distingue o animal e que apresenta o vestígio de um estado inferior pelo qual tenhamos passado. O egoísmo traz em si seu próprio castigo: a vida do egoísta transcorre vazia e monótona e tanto aqui quanto na vida espiritual todos fogem dele, homens ou Espíritos. Não haverá paz, segurança, bem-estar social, se não for vencido o egoísmo e destruídos os privilégios. (Obra citada, cap. XLVI, pp. 278 a 282.)


Nota:

Links que remetem aos textos anteriores:








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