quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Iniciação ao estudo da doutrina espírita




Mediunidade: conceito e tipos

Este é o módulo 16 de uma série que esperamos sirva aos neófitos como iniciação ao estudo da doutrina espírita. Cada módulo compõe-se de duas partes: 1) questões para debate; 2) texto para leitura.
As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto sugerido para leitura. 

Questões para debate

1. O que é um médium?
2. Como se dá a percepção das influências espirituais?
3. Como definir o papel da mente no fenômeno mediúnico?
4. Quais são os principais tipos conhecidos de mediunidade?
5. Que meio de comunicação espírita é considerado por Kardec o mais completo?

Texto para leitura

Que é ser médium
1. Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos.
2. Apesar disso, só chamamos de médiuns aqueles em que a faculdade mediúnica se mostra caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que depende de uma organização mais ou menos sensitiva.
3. A percepção das influências espirituais se dá pelo fenômeno mental da sintonia, ou seja, nossa mente, sendo um núcleo de forças inteligentes, gera pensamentos plasmados que, ao se exteriorizarem, entram em comunhão com as faixas de ideias do mesmo teor vibratório, estabelecendo-se, assim, a sintonia mediúnica. Atraímos os Espíritos que se afinam conosco, tanto quanto somos por eles atraídos.

Mediunidade e Doutrina Espírita
4. Achando-se a mente na base de todas as manifestações mediúnicas, é imprescindível enriquecer o pensamento, incorporando-lhe tesouros morais e culturais. A mediunidade, pois, não basta por si mesma. Sendo uma faculdade própria da espécie humana, ela existe desde as épocas mais remotas, mas foi somente na Doutrina Espírita que encontrou um sentido mais elevado e disciplinado.
5. Como os historiadores informam, Sócrates referia-se ao amigo invisível que o acompanhava constantemente. Plutarco reporta-se ao encontro que Bruto teve certa noite com um de seus perseguidores desencarnados. Pausânias, no templo de Minerva, em Roma, ali condenado a morrer de fome, aparecia e desaparecia aos olhares de circunstantes assombrados, durante largo tempo. Nero, nos últimos dias de seu reinado, viu-se fora do corpo carnal, junto de Agripina e de Otávia, sua genitora e esposa, ambas assassinadas por sua ordem, a lhe pressagiarem a queda no abismo.
6. Com o advento do Cristianismo, a mediunidade atingiu a sublimação com as manifestações provocadas por Jesus e, mais tarde, por seus apóstolos. E na Idade Média prosseguiu vitoriosa nos feitos de Francisco de Assis, nas visões de Lutero e nos desdobramentos de Tereza d’Ávila, para culminar, nos tempos modernos, nas prodigiosas manifestações de Swedenborg.
7. O dom mediúnico, por ser uma conquista evolutiva da Humanidade, não deve limitar-se a mera produção de fenômenos. O médium consciente de seu papel precisa buscar disciplina e iluminação íntimas, para tornar-se um instrumento de progresso, com vistas à felicidade própria e coletiva.

Tipos de Mediunidade
8. Geralmente, os médiuns têm uma aptidão especial para determinados fenômenos, do que resulta uma variedade muito grande de manifestações. As principais variedades de médiuns são: médiuns de efeitos físicos, médiuns sensitivos ou impressionáveis, médiuns audientes, médiuns videntes, médiuns sonambúlicos, médiuns curadores, médiuns pneumatógrafos e médiuns escreventes ou psicógrafos.
9. Os médiuns de efeitos físicos são aptos a produzir fenômenos materiais, como o movimento de corpos inertes, ruídos, pancadas, vozes diretas, materializações, transportes, etc. A mediunidade de efeitos físicos foi muito comum no surgimento do Espiritismo, com o objetivo de chamar a atenção dos encarnados para as coisas do Além, tal como ocorreu em Hydesville e depois na França, em meados do século passado.
10. Os Espíritos que se prestam a esse tipo de manifestação geralmente são de pouca evolução. Na verdade, são mais levianos do que maus, que se riem dos terrores que causam, agarrando-se a um indivíduo ou a um lugar por mero capricho ou com o propósito de se comunicarem com certas pessoas, para lhes dar algum aviso ou pedir alguma coisa.
11. Médiuns sensitivos ou impressionáveis são as pessoas suscetíveis de sentir a presença dos Espíritos por uma impressão vaga, por uma espécie de leve roçadura sobre todos os seus membros, não apresentando caráter bem definido, visto que todos os médiuns são mais ou menos sensitivos. Esta faculdade pode adquirir tal sutileza, que aquele que a possui reconhece não só a natureza, boa ou má, do Espírito que está ao lado, mas até a sua individualidade, como o cego reconhece a aproximação de tal ou tal pessoa.
12. Os médiuns audientes ouvem a voz dos Espíritos, algumas vezes uma voz interior, que se faz ouvir no foro íntimo, doutras vezes uma vez exterior, clara e distinta, qual a de uma pessoa viva, podendo até realizar conversação com os Espíritos, que podem ser agradáveis ou desagradáveis, dependendo do nível do Espírito comunicante.
13. Os médiuns falantes transmitem a mensagem espírita através da fala. Os Espíritos atuam sobre o órgão da fala, como atuam sobre a mão dos médiuns escreventes.
14. Os médiuns videntes são dotados da faculdade de ver os Espíritos. Alguns a possuem no estado normal, ou seja, acordados, lembrando-se do que viram, outros só a possuem em estado sonambúlico, ou próximo do sonambulismo, que quase sempre é efeito de uma crise passageira. Ver os Espíritos durante o sono resulta de uma espécie de mediunidade, mas não constitui, propriamente falando, o que se chama vidência.
15. Médium sonambúlico é aquele que, nos momentos de emancipação, vê, ouve e percebe, fora dos limites dos sentidos. Muitos sonâmbulos veem perfeitamente os Espíritos e os descrevem com precisão, como os médiuns videntes. Podem conversar com eles e transmitir-nos seus pensamentos.
16. Médiuns curadores são aqueles que têm o dom de curar pelo simples toque, olhar ou imposição das mãos, sem o uso de medicação. É a ação do magnetismo animal que produz a cura, mas essa faculdade deve ser classificada como mediunidade porque as pessoas que possuem esse dom não agem sozinhos, mas auxiliados por Espíritos que se dedicam a essa tarefa.
17. Médiuns pneumatógrafos são os que produzem a escrita direta, sem tocarem no lápis ou no papel. Já os médiuns escreventes ou psicógrafos transmitem a mensagem espiritual utilizando lápis e papel.
18. Falando sobre a psicografia, Kardec diz que, de todos os meios de comunicação, a escrita manual é o mais simples, o mais cômodo e o mais completo. Para esse meio devem tender todos os esforços, porquanto ele permite se estabeleçam com os Espíritos relações continuadas e regulares, como as que existem entre nós, e é por ele que os Espíritos revelam melhor sua natureza e o grau do seu aperfeiçoamento ou de sua inferioridade.

Respostas às questões propostas

1. O que é um médium?
Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo e raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. No meio espírita, porém, só chamamos de médiuns aqueles em que a faculdade mediúnica se mostra caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que depende de uma organização mais ou menos sensitiva.
2. Como se dá a percepção das influências espirituais?
A percepção das influências espirituais se dá pelo fenômeno mental da sintonia, ou seja, nossa mente, sendo um núcleo de forças inteligentes, gera pensamentos que, ao se exteriorizarem, entram em comunhão com as faixas de ideias do mesmo teor vibratório, estabelecendo-se, assim, a sintonia mediúnica. Atraímos os Espíritos que se afinam conosco, tanto quanto somos por eles atraídos.
3. Como definir o papel da mente no fenômeno mediúnico?
A mente se acha na base de todas as manifestações mediúnicas. Em face disso é ao médium imprescindível enriquecer o pensamento, incorporando-lhe tesouros morais e culturais.
4. Quais são os principais tipos conhecidos de mediunidade?
As principais variedades de médiuns são: médiuns de efeitos físicos, médiuns sensitivos ou impressionáveis, médiuns audientes, médiuns videntes, médiuns sonambúlicos, médiuns curadores, médiuns escreventes ou psicógrafos e médiuns pneumatógrafos.
5. Que meio de comunicação espírita é considerado por Kardec o mais completo?
A psicografia.


Nota:
Eis os links que remetem aos textos anteriores:




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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Pílulas gramaticais (245)




Dando sequência ao tema predicação verbal, que é o estudo do comportamento do verbo na oração, lembremos que, sob esse ângulo, os verbos podem ser:
•   Intransitivos: verbos que não necessitam de complemento, porque possuem sentido completo.
•   Transitivos: verbos que necessitam de complementação, pois têm sentido incompleto.
•   De ligação: verbos que indicam a existência de uma qualidade do sujeito, sem que este pratique uma ação.
No caso dos verbos transitivos, a complementação pode vir precedida ou não de preposição:
- Amo mamãe.
- Gosto de mamãe.
No primeiro caso, o complemento é chamado de objeto direto; no segundo caso, de objeto indireto.
Objeto direto – trata-se do complemento do verbo que não vem precedido de preposição obrigatória:
- O partido reconquistou espaço.
- João bebeu todas na festa.
- Ninguém comentou o episódio.
- O policial fazia ameaças terríveis
- Meu pai compreendeu meu silêncio.
- A noiva levou o noivo direto para casa.
Objeto indireto – é o complemento verbal que vem precedido, obrigatoriamente, de uma preposição:
- Ninguém mais acredita na seleção.
- Na festa, o anfitrião servia a todos.
- Os turistas gostaram da comida mineira.
- A nação não confia no governo.
- Maria desconfia de tudo que lhe dizem.
- Muitos eleitores não obedeceram à convocação do TRE.

*

Uma palavra que reapareceu de repente no noticiário, devido ao frio registrado aqui no Sul por ocasião do último inverno, é ceroula (plural: ceroulas).
Oriunda do árabe sarawil (calça), ceroula designa a peça de roupa interior masculina que cobre as pernas separadamente, da cintura até os pés, e que se veste por baixo das calças, para proteger do frio.




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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Contos e crônicas


Meu anjo bom

CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@gmail.com
De Londrina-PR

Infinita é a bondade misericordiosa de Deus, nosso Pai, por nós, seus filhos. Concedeu-nos o maior dom, a vida, e com o Seu amor, supremo que é, ainda nos abençoou com um fiel e bom amigo, nosso anjo guardião. E todos temos. No entanto, a união se dá pelo laço vibracional, ou seja, quanto maior a conexão com esses amigos, maior a sensação de seu amparo e presença.
E a conexão ocorrerá com sentimentos e pensamentos alinhados, pois são pura energia, aliás, como tudo na vida. O anjo bom talvez não seja ainda um espírito de adiantada evolução, mas está desenvolvendo a notável condição do amor, amor pela criatura amparada, abençoado e inigualável bálsamo. E conforme vivemos e aprendemos mais sentimos a sua presença; ele está conosco, entretanto, muitas vezes, nós não o cultivamos.
Em quantos momentos sua presença não é sentida; sua ajuda, imperceptível; sua voz, não ouvida; seu amor, não tocado ao nosso coração. Porém, ele está próximo de nós, mas nem sempre estamos conectados a ele e nem nos lembramos dessa companhia tão necessária no curso dos dias.
Contudo, o anjo guardião, ainda com todos esses nossos relapsos, deseja o nosso progresso, a nossa felicidade. Ele deseja ver-nos sorrindo e com o coração leve pelos bons passos dados. Por isso, ele não nos abandona, nós apenas é que nos distanciamos, mas o irmão menor deseja sempre, mesmo inconsciente, a companhia do irmão maior e experiente que tanto o quer bem.
De fato, somos mais direcionados pela espiritualidade do que imaginamos e, muitas vezes, as respostas a algum problema, a decisão pelo caminho melhor, a palavra certa proferida na hora adequada, um doce sorriso recebido num domingo sem cor, a sensação na cabeça ou no rosto de um aconchegante carinho podem ser a demonstração do nosso anjo bom, sem mencionar os inúmeros livramentos diários de perigo.
Realmente esses irmãos desejam o nosso progresso, a retificação de enganos, a decisão pelo íntegro caminho, a bondade no coração, o trabalho realizado, a compreensão das ocorrências e muito desejam a nossa gratidão pela vida, presente divino. Eles se felicitam com a nossa retidão e, por serem ainda espíritos em evolução, aceitam o nosso carinho e tanto os fortalece quando recebem a nossa prece, pois também precisam de luz em sua caminhada, e a prece é luz.
Esses amigos bons são faróis que nos guiam nos dias e nas noites, são nossa companhia nos momentos mais calmos ou nas turbulências, são nosso amparo quando tudo parece não resistir, são a voz de otimismo quando, em tantas vezes, mais queremos a desistência... fraqueza que nos visita, esses amigos bons são a doce flor a animar a nossa primavera.
Diante da certeza de meu anjo bom, esta prece sincera sempre me acompanha:

“Por ser impossível esconder-lhe o que penso,
o que sinto, o que desejo,
peço-lhe, com simplicidade, o seu amparo
nos dias em que a força me estiver exaurida,
quando meus olhos não conseguirem enxergar a cor,
quando meus braços não tiverem ânimo para amparar,
quando meus pés não souberem para qual caminho seguir,
quando a minha indecisão for viva perante a decisão certa,
quando me esquecer da grandeza da vida.
Por favor, meu anjo bom, quando estiver necessitada
lembre-me dos olhos amorosos de Jesus
sorrindo com paz e bondade.
E, tão querido guardião,
peço a Deus a força necessária para que possamos,
cada vez mais, sentir a paz e enxergar a luz.
Então, agradeço a sua presença nos meus dias,
anjo bom, companheiro, amigo, irmão, protetor.
Que assim seja!”

   
Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/





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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

As mais lindas canções que ouvi (230)


O xote das meninas

Luiz Gonzaga e Zé Dantas


Mandacaru quando fulora na seca
É o sinal que a chuva chega no sertão,
Toda menina que enjoa da boneca
É sinal que o amor já chegou no coração...
Meia comprida, não quer mais sapato baixo,
Vestido bem cintado, não quer mais vestir timão...

Ela só quer,
Só pensa em namorar.
Ela só quer,
Só pensa em namorar...

De manhã cedo já está pintada,
Só vive suspirando, sonhando acordada.
O pai leva ao doutor a filha adoentada,
Não come, não estuda,
Não dorme e nem quer nada...

Ela só quer,
Só pensa em namorar.
Ela só quer,
Só pensa em namorar...

Mas o doutor nem examina,
Chamando o pai de lado, lhe diz logo em surdina:
- O mal é da idade e que pra tal menina
Não há um só remédio em toda a medicina...

Ela só quer,
Só pensa em namorar.
Ela só quer,
Só pensa em namorar...



As cifras desta música você encontra em:


Você pode ouvir a canção acima, na voz dos intérpretes abaixo, clicando no link indicado:
Marina Elali, Ivete Sangalo e Elba Ramalho - https://www.youtube.com/watch?v=bsg5Hu_tpTE



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domingo, 19 de fevereiro de 2017

Reflexões à luz do Espiritismo


Os dois grandes inimigos dos médiuns

Na parte final do seu livro Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas, obra publicada no ano de 1858, Allan Kardec diz que o Espiritismo é o mais poderoso auxiliar das ideias religiosas, pois que dá ao homem a convicção do seu destino futuro e, como tal, deve ser acolhido como um benefício para a Humanidade.
A doutrina espírita reanimou em mais de um coração a fé na Providência, fez renascer a esperança no lugar da dúvida, arrancou mais de uma vítima ao suicídio, restabeleceu a paz e a concórdia nas famílias, acalmou ódios, amorteceu paixões brutais, desarmou a vingança e levou a resignação à alma do sofredor.
Dito isso, concluiu o codificador:

“É ele [Espiritismo] subversivo da ordem social e da ordem pública? Uma doutrina que condena o ódio e o egoísmo, que prega o desinteresse, o amor ao próximo, sem exceção de seitas ou castas, não pode excitar paixões hostis. E seria de desejar, para o sossego do mundo e a felicidade do gênero humano, que todos os homens compreendessem e praticassem tais princípios: não teriam nada mais que temer uns dos outros.” (Obra citada, tradução de Cairbar Schutel, cap. XI, pág. 189.)

Comparando o texto acima com o que se observa nas lides espíritas, não é difícil a ninguém observar que a prática nem sempre acompanha a teoria. E não acompanha porque nós, seres encarnados, não temos por costume dar atenção aos inúmeros lembretes que há muito tempo os Benfeitores espirituais nos têm enviado.
Eis um deles, por demais conhecido e certamente ignorado:

“A primeira necessidade do médium é evangelizar-se a si mesmo, antes de se entregar às grandes tarefas doutrinárias, pois de outro modo poderá esbarrar sempre com o fantasma do personalismo, em detrimento de sua missão.” (O Consolador, questão 387.)

Um dos grandes problemas que deparamos na Casa Espírita e nas lides espíritas em geral é exatamente o personalismo, que gera o melindre, a incompreensão e enormes dificuldades de relacionamento, inexplicáveis quando os personagens envolvidos são espíritas convictos.
Emmanuel, autor de O Consolador, obra mediúnica psicografada por Chico Xavier, explicou no mesmo livro, páginas adiante, por que muitos médiuns têm fracassado em sua importante tarefa – e não nos referimos aqui tão somente aos médiuns psicógrafos ou psicofônicos, mas a todos os médiuns: intuitivos, passistas, curadores, esclarecedores...
Dois inimigos lhes aparecem à frente.
O primeiro inimigo, diz Emmanuel, reside dentro deles mesmos. É, com frequência, o personalismo, a ambição, a ignorância ou a rebeldia no desconhecimento dos seus deveres à luz do Evangelho, o que, não raramente, os conduz à invigilância, à leviandade e à confusão dos campos improdutivos.
O segundo inimigo do apostolado mediúnico situa-se no próprio seio das instituições espíritas, quando o indivíduo se convenceu quanto aos fenômenos, mas não se converteu ao Evangelho pelo coração e traz para as fileiras do Espiritismo seus caprichos pessoais, suas paixões inferiores, suas tendências nocivas. Falam da caridade, humilhando todos os princípios fraternos. Irônicos, acusadores, procedem quase sempre como crianças levianas e inquietas.
Se no grupo em que atuamos tais coisas ainda acontecem, lembremo-nos de que as advertências de Emmanuel, acima reproduzidas, foram psicografadas por Chico Xavier há mais de 75 anos, quando os confrades hoje octogenários eram ainda criancinhas...




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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Destaques da semana da revista “O Consolador”




Encontra-se desde já disponível na Web a edição semanal da revista O Consolador, cujos destaques vão abaixo relacionados, seguidos dos respectivos links:

Destaques da edição 504

Já está disponível na Web a edição deste domingo da revista O CONSOLADOR.
Vitor de Mora Féria, presidente da Federação Espírita Portuguesa, fala à revista.
“Refugiados: a força e a esperança por um fio” é o título do Especial escrito por Humberto Werdine, de Madri, Espanha.
Um sucesso o 2º Congresso Espírita de Uberlândia, promovido pela Rádio Fraternidade.
Saiba o que ocorre nesta semana no movimento espírita brasileiro.
Anote e acompanhe os eventos espíritas internacionais da semana.
“Somos todos peregrinos sobre a Terra“ é o título do nosso editorial.
A manifestação de espírito de pessoa viva só ocorre quando ele não esteja em vigília?
Os acidentes fazem parte do destino do homem?
Quando estivermos sofrendo cansaço emocional, que devemos fazer?
O espírito nasce com perispírito, como se fosse o coração para nós?
“Ódio e amor: antônimos?” – de Claudio Viana Silveira.
“Aprende a pensar para o bem para que o bem te ensine a ver e a servir.” (Emmanuel)
“Fé raciocinada” – de José Passini.
Por que às vezes há erros incompreensíveis numa comunicação mediúnica?
Veja o estado de beligerância que reinava na Europa há 81 anos.
“Em teologia não sejamos um moleque, saibamos, pois, o que é Filioque” – de José Reis.
“Vontade de ajudar” é o título de um lindo conto escrito por Meimei.
“É muito dinheiro!” – de Ricardo Orestes Forni.
Diante do Mal todo cuidado é pouco? 
Há 90 anos Chico Xavier psicografou pela primeira vez – veja como foi.
“Educação & instrução” – de Rogério Coelho.
“Klerulo ne mokas senklerulon, sed lin frate instruas.”
“Passe e fluido vital” – de Rogério Miguez.
Que relação existe entre o magnetismo e o Espiritismo? 
Por que afro-americano tem hífen e afrodescendente não?
“Nossas escolhas” – de Temi Mary Faccio Simionato.
“Oferta da esperança” é o título de lindo poema de Maria Dolores.
“Que pena! Montesquieu não desfilou pela Getúlio Vargas...” – de Wellington Balbo.




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