quinta-feira, 22 de junho de 2017

Iniciação ao estudo da doutrina espírita




Objetivos da evolução e seu processo

Este é o módulo 33 de uma série que esperamos sirva aos neófitos como iniciação ao estudo da doutrina espírita. Cada módulo compõe-se de duas partes: 1) questões para debate; 2) texto para leitura.
As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto sugerido para leitura. 

Questões para debate

1. Que podemos entender pela expressão estado de natureza?
2. Como os Espíritos progridem?
3. A marcha dos Espíritos é sempre progressiva?
4. Podemos dizer que o objetivo da evolução seja a felicidade terrestre?
5. Quem é o árbitro soberano de nosso destino?

Texto para leitura

O estado de natureza é a infância da Humanidade
1. O homem desenvolve sua caminhada evolutiva a partir de um estado primitivo ou estado de natureza. O estado de natureza, ensina a Doutrina Espírita, é o estado de infância da Humanidade, o ponto de partida do seu desenvolvimento intelectual e moral.
2. Sendo perfectível e trazendo em si o gérmen do seu aperfeiçoamento, o Espírito não foi destinado a viver perpetuamente no estado de natureza, como não foi criado para viver eternamente na infância. Aquele estado é transitório, e os Espíritos dele saem em virtude do progresso e da civilização.
3. É preciso, portanto, que o ser humano se desenvolva intelectual e moralmente, e é através da lei do progresso que se regula a evolução de todos os seres e de todos os mundos que giram no Universo.
4. O Espírito, contudo, só se depura com o tempo, pelas experiências adquiridas que as vidas sucessivas lhe facultam. Tendo de progredir incessantemente, ele não pode volver ao estado de infância. É Deus que assim o quer. Pensar que possamos retrogradar à nossa primitiva condição equivaleria a negar a lei do progresso.

A marcha dos Espíritos é progressiva
5. No estado de natureza o homem tem menos necessidades, sua vida é mais simples e menores são suas atribulações, pois se atém mais à sobrevivência e às necessidades fisiológicas. Há, porém, em todas as pessoas uma surda aspiração, uma energia íntima misteriosa que as encaminha para as alturas e as faz tender para destinos cada vez mais elevados, impelindo-as para o Belo e para o Bem.
6. É a lei do progresso, a evolução eterna, que guia a Humanidade através das idades e aguilhoa cada um de nós, visto que a Humanidade são as próprias almas que, de século em século, voltam à cena física para, com auxílio de novos corpos, preparar-se para mundos melhores em sua obra evolutiva.
7. A lei do progresso não se aplica apenas ao homem; abarca todos os reinos da Natureza, como já foi reconhecido por diversos pensadores. Na planta, a inteligência dormita; no animal, sonha; no homem, acorda, conhece-se, possui-se e torna-se consciente.
8. A marcha dos Espíritos é progressiva, jamais retrógrada. Eles se elevam gradualmente na hierarquia e não descem da categoria a que ascenderam. Podem, em suas diferentes existências corpóreas, descer como homens, não como Espíritos.

O objetivo da evolução não é a felicidade terrestre
9. As reencarnações constituem uma necessidade inelutável para que se faça o progresso espiritual. Cada existência corpórea não comporta mais do que uma parcela de esforços determinados, após o que a alma se encontra exausta.
10. A morte representa um repouso, um intervalo, uma etapa na longa rota da eternidade, antes que nova encarnação se apresente para o Espírito, a valer como rejuvenescimento para o ser em marcha.
11. Paixões antigas, ignomínias, remorsos desaparecem, e o esquecimento cria um novo ser, que se atira cheio de ardor e entusiasmo no percurso da nova estrada.
12. Cada esforço redunda num progresso, e cada progresso num poder sempre maior, pois as aquisições sucessivas vão alteando a alma nos inumeráveis degraus da perfeição. O objetivo da evolução, a razão de ser da vida, não é a felicidade terrestre, como muitos erradamente creem, mas o aperfeiçoamento de cada um de nós, o que só realizaremos por meio do trabalho, do esforço e de todas as alternativas de alegrias e de dor, até que nos tenhamos desenvolvido completamente e elevado ao estado celeste.

Somos os construtores do nosso próprio destino
13. Somos, assim, o árbitro soberano de nossos próprios destinos. Cada experiência reencarnatória condiciona a que lhe sucede e, malgrado a lentidão da marcha ascendente, eis-nos a gravitar incessantemente para alturas radiosas onde sentimos palpitar corações fraternais e entramos em comunhão sempre mais e mais íntima com a Potência Divina.
14. Os que ignoram tais verdades e nada fazem por melhorar-se chegam ao mundo espiritual na condição de Joaquim Sucupira, que abandonou o corpo aos sessenta anos, após viver arredado do mundo, no conforto precioso que herdara dos pais. Na Terra – refere Irmão X –  Sucupira falara pouco, andara menos, agira nunca...
15. Na pátria espiritual, embora pudesse locomover-se, havia perdido o movimento dos braços e das mãos. Um instrutor, ao examinar seu caso e ouvir suas queixas, disse-lhe com toda a franqueza: “Seu caso explica-se: você tem as mãos enferrujadas”.
16. E ante a careta do interlocutor amargurado, aditou: “É o talento não usado, meu amigo. Seu remédio é regressar à lição. Repita o curso terrestre”. “O que você precisa, Joaquim, é de movimento.”

Respostas às questões propostas

1. Que podemos entender pela expressão estado de natureza?
O ser humano realiza sua caminhada evolutiva a partir de um estado primitivo ou estado de natureza, que é, segundo a Doutrina Espírita, o estado de infância da Humanidade, o ponto de partida do seu desenvolvimento intelectual e moral.
2. Como os Espíritos progridem?
Os Espíritos só se depuram com o tempo, pelas experiências adquiridas que as vidas sucessivas lhes facultam.
3. A marcha dos Espíritos é sempre progressiva?
Sim. A marcha dos Espíritos é sempre progressiva, jamais retrógrada. Eles se elevam gradualmente na hierarquia e não descem da categoria a que ascenderam.
4. Podemos dizer que o objetivo da evolução seja a felicidade terrestre?
Não. O objetivo da evolução, a razão de ser da vida, não é a felicidade terrestre, como muitos erradamente creem, mas o aperfeiçoamento de cada um de nós, o que só realizaremos por meio do trabalho, do esforço e de todas as alternativas de alegrias e de dor, até que nos tenhamos desenvolvido completamente e chegado ao estado celeste.
5. Quem é o árbitro soberano de nosso destino?
Somos nós mesmos o árbitro soberano de nossos destinos. Cada experiência reencarnatória condiciona a que lhe sucede e, malgrado a lentidão da marcha ascendente, eis-nos a gravitar incessantemente para alturas radiosas onde sentimos palpitar corações fraternais e entramos em comunhão sempre mais e mais íntima com a Potência Divina.


Nota:
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