sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018





Cristianismo e Espiritismo

Léon Denis

Parte 14

Continuamos o estudo do livro Cristianismo e Espiritismo, que estamos realizando com base na 6ª edição publicada pela Federação Espírita Brasileira, tradução de Leopoldo Cirne.
Esperamos que este estudo constitua para o leitor uma forma de iniciação aos chamados Clássicos do Espiritismo.
Cada parte compõe-se de:
a) questões preliminares;
b) texto para leitura.
As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto indicado para leitura. 

Questões preliminares

A. Como se processa a evolução do homem?
B. Como é a vida no plano espiritual das pessoas inclinadas à materialidade?
C. Por que, na condição de encarnado, o Espírito esquece suas existências passadas?

Texto para leitura

179. A evolução se efetua, alternadamente, no espaço e na superfície dos mundos, através de inúmeras etapas, ligadas entre si pela lei de causa e efeito. A vida presente é, para cada qual, a herança do passado e a gestação do futuro. É uma escola e um campo de trabalho; a vida no espaço que lhe sucede é a sua resultante. (P. 220)
180. Para as almas inclinadas à materialidade, a vida no espaço é uma vida de privações e misérias. Depois de um estágio de repouso no espaço, a alma renasce na condição humana, trazendo as reservas e aquisições das vidas pregressas. Desse modo se explicam as desigualdades morais e intelectuais que diferenciam os habitantes do nosso mundo. (PP. 220 e 221)
181. Cada ser humano, regressando a este mundo, perde a lembrança do passado; este, fixado no perispírito, desaparece momentaneamente sob o invólucro carnal. Há nisso uma necessidade física e uma necessidade moral, porque a recordação das vidas precedentes causaria, neste mundo, as mais graves perturbações. Os criminosos seriam reconhecidos, repudiados, desprezados e ficariam, eles próprios, aterrados e como que hipnotizados por suas recordações. (PP. 222 e 223)
182. O conhecimento do passado perpetuaria em nós não somente a sucessão dos fatos, como também os hábitos rotineiros, as opiniões acanhadas, as manias pueris, obstinadas, peculiares às diversas épocas e que estorvam o progresso. (P. 223)
183. O mal não é mais que um efeito de contraste; não tem existência própria. O mal é, para o bem, o que a sombra é para a luz, que só apreciamos depois de havermos sido dela privados. (P. 227)
184. Deus, em sua pura essência, dizem os Espíritos, é qual oceano de chamas. Deus não tem forma, mas pode revestir uma para aparecer às almas elevadas. É a recompensa concedida às grandes dedicações, mas a sua majestade é de tal ordem, que os Espíritos mais puros mal lhe podem suportar o brilho. (P. 233)
185. O ensino espírita pode satisfazer a todos, aos mais aprimorados Espíritos, como aos mais modestos, mas dirige-se principalmente aos que sofrem, aos que vergam ao peso de rude labor ou de dolorosas provações. (P. 236)
186. “A crença na imortalidade – disse Platão – é o laço de toda a sociedade; despedaçai esse laço e a sociedade se dissolverá.” (P. 238) (Continua na próxima edição.)

Respostas às questões preliminares

A. Como se processa a evolução do homem?
A evolução humana se efetua, alternadamente, no espaço e na superfície dos mundos, através de inúmeras etapas, ligadas entre si pela lei de causa e efeito. A vida presente é, para cada qual, a herança do passado e a gestação do futuro. É uma escola e um campo de trabalho; a vida no espaço que lhe sucede é a sua resultante. (Cristianismo e Espiritismo, cap. X, p. 220.)
B. Como é a vida no plano espiritual das pessoas inclinadas à materialidade?
Para essas almas, a vida no espaço é cheia de privações e misérias. Depois de um estágio de repouso no espaço, elas renascem na condição humana, trazendo as reservas e aquisições das vidas pregressas. É desse modo que se explicam as desigualdades morais e intelectuais que diferenciam os habitantes do nosso mundo. (Obra citada, cap. X, pp. 220 e 221.)
C. Por que, na condição de encarnado, o Espírito esquece suas existências passadas?
Há nisso uma necessidade física e uma necessidade moral, visto que a recordação das vidas precedentes causaria, neste mundo, as mais graves perturbações. Os criminosos seriam reconhecidos, repudiados, desprezados e ficariam, eles próprios, aterrados e como que hipnotizados por suas recordações. O conhecimento do passado perpetuaria em nós não somente a sucessão dos fatos, como também os hábitos rotineiros, as opiniões acanhadas, as manias pueris, obstinadas, peculiares às diversas épocas e que estorvam o progresso. (Obra citada, cap. X, pp. 222 e 223.)

Nota:
Para ver os três últimos textos, clique nos links abaixo:




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: https://goo.gl/h85Vsc, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.


quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018




Simpatias e antipatias espirituais

Este é o módulo 68 de uma série que esperamos sirva aos neófitos como iniciação ao estudo da doutrina espírita. Cada módulo compõe-se de duas partes: 1) questões para debate; 2) texto para leitura.
As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto sugerido para leitura. 

Questões para debate

1. De que princípio decorre a afeição particular que une duas pessoas?
2. A afeição que une as pessoas na Terra continua a existir no mundo espiritual?
3. É correto afirmar que é da discórdia que nascem os nossos males?
4. A maldade é um estado permanente ou transitório dos homens?
5. Que é que pode quebrar o círculo vicioso do ódio?

Texto para leitura

A afeição que une dois seres persiste na vida espiritual
1. Como seres inteligentes da Criação, os Espíritos cultivam entre si a simpatia geral determinada por suas próprias semelhanças. Além dessa simpatia de caráter geral, há ainda as afeições particulares, tal como se dá entre os homens.
2. Essa afeição particular decorre do princípio de afinidade, que resulta de uma perfeita concordância de seus pendores e instintos.
3. Assim como há simpatias entre os Espíritos, há também entre eles antipatias, alimentadas pelo ódio, que geram inimizades e dissensões. Esse sentimento só existe, porém, entre os Espíritos impuros, que não conseguiram vencer ainda, em si mesmos, o orgulho e o egoísmo. Como exercem influência junto aos homens, acabam estimulando nestes os desentendimentos e as discórdias, muito comuns na existência humana. 
4. Desde que originada de verdadeira simpatia, a afeição que dois seres se consagram na Terra continua a existir no mundo espiritual. 

Da discórdia é que nascem todos os males humanos
5. Sabemos que os Espíritos a quem fizemos mal neste mundo poderão perdoar-nos, se já forem bons e de acordo com nosso próprio arrependimento. Se, porém, forem maus, poderão guardar ressentimento e perseguir-nos até mesmo em outras existências. 
6. Como ensinam os Espíritos superiores, é da discórdia que nascem todos os males humanos; da concórdia resulta a completa felicidade. É preciso, pois, que nos esforcemos por viver harmoniosamente com os nossos familiares, colegas e companheiros de trabalho.
7. Como um dos objetivos da encarnação é o de trabalharmos no sentido de nos melhorarmos interiormente e chegarmos à perfeição espiritual, compreendemos melhor a afirmação de Jesus quando nos disse: “Amai os vossos inimigos”, porquanto só há prejuízo para o Espírito que tenha inimigos por força do mal que haja praticado, uma vez que os inimigos são obstáculos em sua caminhada e essa inimizade gera infelicidade e atraso em seu progresso espiritual.

Só o amor pode quebrar o círculo vicioso do ódio
8. Admitindo-se, como ensina o Espiritismo, que a maldade não é um estado permanente dos homens, que ela decorre de uma imperfeição temporária e que, assim como a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia os seus erros e se tornará bom, compreenderemos também que nossa meta maior é superar a maldade que existe em nós e nos outros. 
9. Ora, só a manifestação de amor de nossa parte pode quebrar o círculo vicioso do ódio, que continua a existir, muitas vezes, mesmo depois da morte física.
10. O período mais propício a esse esforço é, sem dúvida, quando estamos juntos dos nossos inimigos, convivendo com eles, na condição de encarnados ou desencarnados, pois é quando temos as melhores oportunidades de testemunhar nosso propósito de cultivar a concórdia para com todos e, dessa forma, substituir os laços de ódio que nos ligam pelos laços de amor que passarão a nos unir.

Respostas às questões propostas

1. De que princípio decorre a afeição particular que une duas pessoas?
Os Espíritos cultivam entre si a simpatia geral determinada por suas próprias semelhanças, mas há, além dessa simpatia de caráter geral, as afeições particulares, tal como se dá entre os homens. Essa afeição particular decorre do princípio de afinidade, que resulta de uma perfeita concordância de seus pendores e instintos.
2. A afeição que une as pessoas na Terra continua a existir no mundo espiritual?
Sim. Desde que originada de verdadeira simpatia, a afeição que dois seres se consagram na Terra continua a existir no mundo espiritual. 
3. É correto afirmar que é da discórdia que nascem os nossos males?
Segundo o Espiritismo, é da discórdia que nascem todos os males humanos, e da concórdia resulta a completa felicidade. É preciso, pois, que nos esforcemos por viver harmoniosamente com os nossos familiares, colegas e companheiros de trabalho.
4. A maldade é um estado permanente ou transitório dos homens?
A maldade não é um estado permanente dos homens. Ela decorre de uma imperfeição temporária. Assim como a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia os seus erros e se tornará um indivíduo melhor.
5. Que é que pode quebrar o círculo vicioso do ódio?
Só a manifestação de amor de nossa parte pode quebrar o círculo vicioso do ódio, e o período mais propício a esse esforço é, sem dúvida, quando estamos juntos dos nossos inimigos, convivendo com eles, na condição de encarnados ou desencarnados, pois é quando temos as melhores oportunidades de testemunhar nosso propósito de cultivar a concórdia para com todos e, dessa forma, substituir os laços de ódio que nos ligam pelos laços de amor que passarão a nos unir.


Bibliografia:
O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, itens 298 e 301.   
O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, capítulo 12, itens 5 e 6.


Nota:
Eis os links que remetem aos 3 últimos textos:




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste linkhttps://goo.gl/ZCUsF8, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.



quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018




Cultura de graça

Scheilla

Além da cultura primária da inteligência, o homem paga na Terra todos os dotes do conhecimento mais elevado.
Pelo currículo de várias disciplinas, cobram-se-lhe matrículas, taxas, honorários e emolumentos diversos, nas casas de ensino superior.
Se quiser explicadores dessa ou daquela matéria em que se veja atrasado, é constrangido ao dispêndio de extraordinários recursos.
Se decidir penetrar o domínio das artes, é obrigado a remunerar as notas do solfejo ou a iniciação do pincel.
Entretanto, para as nossas aquisições sublimes, permite o Senhor que a Doutrina Espírita abra atualmente na Terra preciosos cursos de elevação, em que a cultura da alma nada pede à bolsa dos aprendizes.
Cada templo do Espiritismo é uma escola aberta às nossas mais altas aspirações e cada reunião doutrinária é uma aula, suscetível de habilitar-nos às mais amplas conquistas para o caminho terrestre e para a Vida Maior.
Pela administração desses valores eternos não há preço amoedado. Cada aluno da organização redentora pode comparecer de mãos vazias, trazendo simplesmente o sinal do respeito e o vaso da atenção.
Jesus, o Mestre dos Mestres, passou entre os homens sem nada cobrar por seus Divinos Ensinamentos.
E o Espiritismo, que Lhe revive agora as bênçãos de amor, pode ser comparado a instituto mundial de educação gratuita, conduzindo-nos a todos, sem exigência e sem paga, do vale obscuro da ignorância para os montes da luz.


Do livro Ideal Espírita, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.



Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: https://goo.gl/ZCUsF8, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018




O atraso da preguiça

CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@gmail.com
De Londrina-PR

Mesmo o menor e simples ato não será realizado se a preguiça for um pouquinho maior. Quanto tempo se perde e quanto se deixa de viver porque a realização fora antes minada por essa atitude forte que enfraquece. Normalmente, a maior parcela de cabeças pensantes já deixou de fazer muito por causa da contagiante preguiça.
Este estado ramifica-se inumeravelmente, pois não é apenas a não realização, mas, também, a realização com a falta de capricho e empenho, com desleixo, negligência, morosidade e toda maneira que apequena. A simples atitude de regar uma flor com falta de vontade pode causar-lhe a morte. Realizar qualquer coisa desprovido da energia amistosa e benfazeja pode acarretar resultados bastante negativos e prejudiciais.
Sem contar ainda que a preguiça é a eminente asa da ingratidão, pois só se age assim quando não há reconhecimento da nobreza da vida. Ninguém está aqui para afirmar que viver é fácil, mas a mínima compreensão dessa grandeza já desfaz inúmeros nós criando fluidez. Segundo alguns pensamentos muito esclarecidos, a preguiça é uma ponte para o fracasso e a infelicidade, já que o ser, como homem e espírito, deve continuamente criar e produzir.
E reconhecida como um dos grandes “pecados capitais”, a preguiça só posterga o encontro com a luz dos olhos ainda voltados para a escuridão.

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/



Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: https://goo.gl/ZCUsF8, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018





Agradecendo

Jésus Gonçalves

Muitas vezes, Senhor, brandindo a espada,
Junquei o campo de amargosas dores,
Estendendo medalhas e favores
Sobre o sangue da presa abandonada.

A golpes vis, assinalei a estrada
Do meu carro de falsos resplendores
E, buscando lauréis enganadores,
Desci, gemendo, à sombra ilimitada...

Mas, por lavar-me as trevas de outras vidas,
Deste-me a cruz de pranto e de feridas
No desprezado monte da aflição;

E, hoje, na doce luz com que me afagas,
Agradeço a lição de angústia e chagas
Com que me deste a paz da redenção.




Do livro Cartas do Coração, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: https://goo.gl/ZCUsF8, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.


domingo, 18 de fevereiro de 2018





Sem fraternidade, tudo na vida é difícil e instável

Como o leitor pode verificar consultando a Revista Espírita de 1862 (tradução de Júlio Abreu Filho, publicada pela Edicel), Allan Kardec, em resposta a um padre que suscitou a questão dos milagres, disse que o Espiritismo não se apoia em nenhum fato miraculoso e, no final de suas explicações, deu-lhe a conhecer uma comunicação mediúnica assinada pelo Espírito de Santo Agostinho, em que este escreveu:

“Que doutrina dará mais sentimento e ânimo ao coração? O Cristianismo plantou o estandarte da igualdade na Terra e o Espiritismo arvora o da fraternidade!... Eis o milagre mais celeste e mais divino que possa acontecer!... Sacerdotes, cujas mãos por vezes estão manchadas pelo sacrilégio, não peçais milagres físicos, pois as vossas frontes poderão ir quebrar-se na pedra que pisais para subir ao altar!... Não, o Espiritismo não se prende a fenômenos físicos, não se apoia em milagres que falam aos olhos – ele dá a fé ao coração. Dizei-me, não estará aí o maior milagre?” (Obra citada, págs. 43 a 46)

O tema fraternidade é recorrente na obra de Kardec, como ele fez questão de enfatizar, pela mesma época do diálogo com o padre acima citado, quando respondeu a uma mensagem de Ano Novo recebida dos espíritas de Lyon, aos quais disse que a ordem, a tranquilidade e a estabilidade de um grupo espírita requerem que nele reine um sentimento fraternal.
A mesma ordem de ideias o codificador da doutrina espírita utilizou ao analisar o lema da Revolução Francesa: “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”, três palavras que, segundo o entendimento de Kardec, constituem, por si sós, o programa de toda uma ordem social que realizaria o progresso mais absoluto da Humanidade se os princípios que representam pudessem receber integral aplicação.
No artigo que escreveu sobre o assunto, Kardec lembrou inicialmente que a fraternidade, na rigorosa acepção da palavra, resume todos os deveres dos homens relativamente uns aos outros. Significa devotamento, abnegação, tolerância, benevolência, indulgência; é a caridade evangélica por excelência e a aplicação da máxima: "Agir para com os outros como gostaríamos que os outros agissem conosco".
Como é fácil compreender, a contrapartida da fraternidade é o egoísmo. Enquanto a fraternidade diz: "Cada um por todos e todos por um", diz o egoísmo: "Cada um por si".
Sendo a negação uma da outra, é tão improvável a um egoísta agir fraternalmente para com seus semelhantes, quanto o é para um avarento ser generoso. Ora, sendo o egoísmo a praga dominante da sociedade, enquanto ele reinar dominador, o reino da verdadeira fraternidade será impossível; cada um quererá a fraternidade em seu proveito, mas não a quererá para fazê-la em proveito dos outros.
Considerada, pois, do ponto de vista de sua importância para a realização da felicidade social, dos três princípios que formam o lema dos revolucionários franceses, a fraternidade está na primeira linha: é ela a base, e sem ela não podem existir a igualdade nem a liberdade sérias.
A igualdade – na visão de Kardec – decorre da fraternidade. E a liberdade é consequência direta das outras duas. Os três princípios são, pois, solidários uns com os outros e se servem mutuamente de apoio. Sem sua reunião, o edifício social não estará completo.
Vê-se, assim, que o sentimento fraternal é a chave da estabilidade tanto do grupo pequeno – que são as instituições espíritas – quanto do grupo maior, as cidades, as nações, o mundo em que vivemos.




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: https://goo.gl/ZCUsF8, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.


sábado, 17 de fevereiro de 2018




Davi e Jesus

JORGE LEITE DE OLIVEIRA
jojorgeleite@gmail.com
De Brasília-DF

— Meu caro Emmanuel, embora você me tenha prometido que, já neste segundo encontro, falaríamos sobre a personalidade de Jesus, a mim me parece que, dentre todos os profetas anunciadores da chegada do Senhor, lhe faltou falar de um profeta de altíssima importância no anúncio da vinda do Cristo e sua missão entre nós.
— Exato, Machado, deixei de falar sobre o rei Davi, o profeta poeta. E é com ele que começaremos a conversar sobre a personalidade de Jesus. Antes disso, reflitamos um pouco em dois dos seus salmos.
O Salmo 2:7 narra-nos o seguinte: “Publicarei o decreto de Deus, que me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei”.
Davi, acima, refere-se a Jesus, o Cristo de Deus, chamado o “unigênito” por não ter pecados, como nós, que também somos filhos do Altíssimo, criados para a perfeição individual, tendo por modelo o Senhor.
No Salmo 110:1, lemos o seguinte: “Disse Deus ao meu Senhor: Senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos como escabelo dos teus pés”. E Jesus, ensinando no templo, repete a frase de Davi, discordando dos que o consideravam descendente deste: “Como podem os escribas dizer que o Messias é filho de Davi? [...] O próprio Davi o chama Senhor, como pode, então, este ser filho daquele?” (Lucas, 12: 35- 37).
— E que significam essas palavras, Emmanuel? Seria Jesus diferente de nós, em relação à genealogia?
— Meu caro Machado, a linhagem crística não se deu na Terra. Ele faz parte da “comunidade de espíritos puros e eleitos pelo Senhor Supremo do Universo”, como eu já lhe informei, no primeiro capítulo de A Caminho da Luz, obra psicografada por Chico Xavier. O Senhor foi “[...] o Verbo da criação do princípio, como é e será a coroa gloriosa dos seres terrestres na imortalidade sem fim” (id.), auxiliado por seus divinos emissários.
Reflita, também, amigo Machado, na frase inicial do capítulo seguinte da obra citada: “Sob a orientação misericordiosa e sábia do Cristo, laboravam na Terra numerosas assembleias de operários espirituais”. Ninguém, a não ser Deus, realiza nada de grandioso sem o auxílio do próximo. Por isso, o Messias, em sua humildade suprema, nos chama de irmãos e escolheu doze espíritos para o auxiliarem em sua missão na Terra, quando aqui pisou, pela primeira vez, descido dos Altiplanos Siderais.
Jesus é, pois, o Filho de Deus, “o verbo de luz e de amor do princípio, cuja genealogia se confunde na poeira dos sóis que rolam no infinito” (op. cit., cap. 3). Não tendo origem na Terra, mas tendo sido designado por Deus para a sua formação e governo, não poderia, pois, ser descendente de Davi.
— Interessantes, Emmanuel, suas explicações. Ufa! Cansei. Vamos continuar na próxima semana, pois é carnaval e o povo brasileiro agora está preso à “carne nada vale”. Oremos.
— Sim, irmão, e prossigamos na próxima semana. Que o Divino Amigo nos conserve em sua paz e luz.
   




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: https://goo.gl/h85Vsc e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018




Cristianismo e Espiritismo

Léon Denis

Parte 13

Continuamos o estudo do livro Cristianismo e Espiritismo, que estamos realizando com base na 6ª edição publicada pela Federação Espírita Brasileira, tradução de Leopoldo Cirne.
Esperamos que este estudo constitua para o leitor uma forma de iniciação aos chamados Clássicos do Espiritismo.
Cada parte compõe-se de:
a) questões preliminares;
b) texto para leitura.
As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto indicado para leitura. 

Questões preliminares

A. Segundo Léon Denis, o ensino espírita é progressivo?
B. Quais são a função e a natureza do corpo fluídico ou perispírito?
C. A evolução moral da alma produz alguma modificação no seu corpo espiritual?

Texto para leitura

170. O moderno Espiritualismo não dogmatiza nem se imobiliza, e nenhuma pretensão tem à infalibilidade. O ensino espírita é progressivo como os próprios Espíritos. Ele se desenvolve e completa à medida que, com a experiência, se efetua o progresso nas duas humanidades, a da Terra e a do espaço. (P. 213)
171. O Espiritismo tem um lado inteiramente científico. Repousa sobre provas palpáveis, sobre fatos incontestáveis, mas são principalmente as suas consequências morais que interessam à grande maioria dos homens. (P. 215)
172. A Doutrina dos Espíritos pode resumir-se em 3 pontos essenciais: a natureza do ser, os seus destinos, as leis superiores do Universo. Evidentemente, para nós o estudo mais necessário é o de nós mesmos, é saber o que somos. (P. 215)
173. Como já dissemos, o homem possui dois corpos: um de matéria grosseira, que o põe em relação com o mundo físico; o outro, fluídico, por meio do qual entra em relação com o mundo invisível. (P. 216)
174.  O corpo fluídico é indestrutível, mas purifica-se e se eteriza com os progressos da alma, de que é invólucro inseparável, permanente. É nele que se modelam os órgãos; é ele que lhes assegura o mecanismo funcional. Isento das mutações constantes padecidas pelo corpo material, é ele a sede imperecível da memória. (P. 216)
175. A ciência oficial tem o dever de estudar as fontes profundas da vida; enquanto limitar suas observações ao corpo físico, a Fisiologia e a Medicina permanecerão, até certo ponto, impotentes e estéreis. (P. 217)
176. As experiências comprovaram o ensino dado pelas mensagens de além-túmulo de que o poder de irradiação dos Espíritos e a extensão de suas percepções são sempre proporcionais ao grau de sua elevação (P. 218)
177. A pureza e a transparência do invólucro fluídico são, no espaço, o testemunho irrefragável do valor da alma: a rarefação dos seus elementos constitutivos, a amplitude de suas vibrações aumentam com essa purificação. À medida que a moralidade se desenvolve, novas condições físicas se produzem no corpo fluídico; os pensamentos e os atos do indivíduo reagem sobre o seu invólucro e o tornam mais denso ou mais sutil. (P. 218)
178. O estudo perseverante, a prática do bem, o cumprimento do dever são outros tantos fatores que facilitam a ascensão da alma e aumentam o campo das sensações e a soma dos gozos. Mediante prolongado adestramento moral e intelectual, mediante existências meritórias, aspirações generosas e grandes sacrifícios, a irradiação do Espírito se dilata gradualmente; ativam-se as vibrações perispirituais; seu brilho se torna mais vivo; diminui a densidade do invólucro. (P. 218) (Continua na próxima edição.)

Respostas às questões preliminares

A. Segundo Léon Denis, o ensino espírita é progressivo?
Sim. O ensino espírita é progressivo como os próprios Espíritos. Ele se desenvolve e completa à medida que, com a experiência, se efetua o progresso nas duas humanidades, a da Terra e a do espaço. (Cristianismo e Espiritismo, cap. X, p. 213.)
B. Quais são a função e a natureza do corpo fluídico ou perispírito?
O corpo fluídico é indestrutível. Invólucro inseparável, permanente da alma, é nele que se modelam os órgãos; é ele que lhes assegura o mecanismo funcional. Isento das mutações constantes padecidas pelo corpo material, é ele, enfim, a sede imperecível da memória. (Obra citada, cap. X, pp. 216 a 218.)
C. A evolução moral da alma produz alguma modificação no seu corpo espiritual?
Sim. O corpo fluídico purifica-se e se eteriza com os progressos da alma. O poder de irradiação dos Espíritos e a extensão de suas percepções são sempre proporcionais ao grau de sua elevação. À medida que a moralidade se desenvolve, novas condições físicas se produzem no corpo fluídico; os pensamentos e os atos do indivíduo reagem sobre o seu invólucro e o tornam mais denso ou mais sutil. (Obra citada, cap. X, pp. 218 e 219.)

Nota:
Para ver os três últimos textos, clique nos links abaixo:




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: https://goo.gl/h85Vsc, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.