quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Um jardim no outro mundo


CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@hotmail.com
De Londrina-PR

Gracioso e muito intenso. Duas menininhas, amigas com todo o tempo pela frente, já se programavam de se reencontrar no outro mundo. Mas havia as preocupações e não podia ser diferente.
Sem querer, pude ouvir as apreensões da menina menor:
- Como poderemos nos encontrar e como nos identificaremos?
A mais velha teve uma solução:
- Se eu for primeiro, plantarei muitas margaridas no jardim e vamos morar numa casa bem bonita.
- Então, se eu for antes, plantarei girassóis enormes – a mais novinha também se pronunciou com euforia.
Provavelmente, essas flores deveriam ser as suas preferidas e, de fato, se tornariam referência para a identificação no outro mundo. Desse modo, com essa pronta ideia, se contentaram. O importante para elas é que haveria um lugar para juntas continuarem com o carinho e a amizade.
As crianças sempre inventam uma fórmula natural para viverem com mais alegria.
Observei toda essa cena enquanto aguardava, no ponto de ônibus, em frente de casa. Elas brincavam no quintal e cultivavam o mais puro sentimento: a ternura do amor. O inusitado é que, no jardim, havia um girassol cheio de vida ao lado de uma margarida feliz.
O ônibus chegou, dei adeus a mais um momento e acolhi o tempo novo de mais um aprendizado. Não há idade para reconhecer os afins e com eles querer sonhar com proveitosas realizações para os dias vindouros.


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