segunda-feira, 31 de julho de 2017

As mais lindas canções que ouvi (253)




Apelo

Baden Powell e Vinícius de Moraes

Ah, meu amor, não vás embora,
Vê a vida como chora, vê que triste esta canção.
Não, eu te peço, não te ausentes,
Pois a dor que agora sentes só se esquece no perdão...

Ah, minha amada, me perdoa,
Pois embora ainda te doa a tristeza que causei.
Eu te suplico não destruas tantas coisas que são tuas
Por um mal que já paguei.

Ah, minha amada, se soubesses
Da tristeza que há nas preces
Que a chorar te faço eu!
Se tu soubesses num momento todo arrependimento,
Como tudo entristeceu...

Se tu soubesses como é triste
Eu saber que tu partiste
Sem sequer dizer adeus!
Ah, meu amor, tu voltarias
E de novo cairias
A chorar nos braços meus...



As cifras desta música você encontra em: https://www.cifras.com.br/cifra/vinicius-de-moraes/apelo


Você pode ouvir a canção acima clicando nos links indicados:
Maria Creuza:
Elizeth Cardoso:
Vinícius, Maria Bethânia e Toquinho:
Toquinho:




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domingo, 30 de julho de 2017

Reflexões à luz do Espiritismo





Depende de quem o advento do Mundo de Regeneração?

Uma das coisas que mais me aborrecem no movimento espírita é essa insistência na propagação da ideia de que o chamado Mundo de Regeneração está próximo.
A mudança de grau evolutivo de um determinado planeta é decorrência direta do aprimoramento moral dos seus habitantes. Não é a casa que muda. São os que habitam a casa é que mudam e, aprimorando-se, mudam a casa em que moram.
Imaginemos um casarão tomado por malfeitores, estupradores, terroristas...
Enquanto eles ali residirem, eis um casarão que inspira medo a todo mundo.
Digamos que aos poucos os malfeitores decidam transferir-se de morada e vão dali saindo, pouco a pouco, e, no lugar deles, passem a morar ali pessoas pacíficas, pessoas do bem. O casarão, que todos temiam, será visto agora com outros olhos.
Em Londrina ocorreu algo semelhante. O antigo cadeião, localizado no início da rua Sergipe, tinha tudo de feio, por dentro e por fora. (Foto ao lado)
Um dia ele foi desativado e o SESC lhe imprimiu uma reforma completa. O prédio ficou bonito, imponente, elegante, que dá gosto de apreciar. (Veja a nova foto)
É um processo assim que faz com que um planeta como o nosso – tão cheio de guerras, de maldade, de violência, de preconceitos, de desigualdades – se transforme em um novo mundo – o Mundo de Regeneração – que a Terra um dia será.
Mas, evidentemente, como no exemplo citado, é preciso que seus moradores se aprimorem ou se transfiram de residência, seja pelo processo da migração entre os diferentes planetas, seja pelo processo do aprimoramento espiritual, que é o objetivo fundamental das existências sucessivas – a conhecida Reencarnação, um dos princípios básicos da doutrina espírita.
Esse dia está perto ou está longe?
Veja este vídeo - https://www.youtube.com/watch?v=phjC0LORHhg  - e tire suas conclusões.
Se até as religiões são desrespeitadas e perseguidas no mundo em que vivemos, imaginem os grupos étnicos, as agremiações políticas e coisas que tais! (*)


(*) Sobre o tema, leia também “O advento do mundo de regeneração”. Eis o link: http://www.oconsolador.com.br/ano3/118/especial.html




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sábado, 29 de julho de 2017

Contos e crônicas


Fé e conveniência

JORGE LEITE DE OLIVEIRA
jojorgeleite@gmail.com
De Brasília-DF

Amigos, relendo a obra As mesas girantes e o espiritismo, encontrei riquíssima informação a respeito dos pareceres de eminentes filósofos, cientistas e padres sobre a “invasão organizada dos espíritos” na América e na Europa. Um desses reverendos, o padre Raulica, ao investigar os fenômenos, concluiu que aquele era “o mais importante acontecimento do século”. Sim, dizia ele, os fenômenos são autênticos. Sim, reafirmava, os acontecimentos são reais. Sim, ratificava, não há fraudes, não há mistificações, não existem burlas nas manifestações dos espíritos. Deus permitiu que tal ocorresse para nos provar a realidade da vida espiritual. Louvado seja Deus! Estávamos no século XIX...
Entretanto, Raulica falava também aos quatro cantos que as manifestações eram do diabo. Tudo verdade, mas tudo proveniente das forças satânicas, para iludir os homens e conduzi-los ao inferno, onde haveria “prantos e ranger de dentes”. Desaconselhava, pois, aos leigos que se envolvessem com tais artimanhas de Lúcifer.
Também a Academia Francesa indicou diversos pesquisadores para verificarem o que havia de verdade nas manifestações mediúnicas, verdadeira infestação de supostas almas dos mortos a revelarem-nos que a vida continua além do Véu de Ísis. Reis, rainhas, duques, marqueses, delegados, juízes, cientistas, teólogos, ex-ateus do meio acadêmico e outras autoridades presenciavam os chamados “fenômenos das mesas girantes” e outros, decorrentes desses. Todos os que investigavam seriamente e sem ideias preconcebidas as manifestações dos chamados mortos convertiam-se ao espiritualismo.
Mas, embora os cientistas indicados pela Academia Francesa houvessem confirmado a realidade das manifestações espíritas, seu relatório jamais foi divulgado. Ficou arquivado em alguma gaveta acadêmica que, quando consultada, dizia ao curioso: — Não se aproxime! Aqui jaz o maior enigma do universo. Caso você se converta, será ridicularizado. Caso você creia e perceba um sentido para a vida, todas as pessoas o chamarão de louco.
Ao que o curioso responderá à gaveta: — Mas, afinal, as manifestações são ou não são verdadeiras? E ela ficará muda, como sói acontecer a todo objeto inanimado, pois gaveta e mesa só falam quando impulsionadas por vozes do Além, e o Aquém não quer intromissão em sua vida profana. — Fiquemos aquém da morte... Não vamos além! Isso é para os loucos ou santos.
Então, a curiosa pessoa dirá: — Bem, deixemos que os padres, os pastores e os visionários se ocupem dos problemas da alma e gozemos a vida, pois ela é curta e apenas uma certeza queremos ter: estamos vivos! Que os mortos enterrem seus mortos, como dizia o Sublime Galileu, que acabou crucificado por nos ter garantido o Céu, após morrer por nós. Aceitemo-lo, portanto, como Salvador, e curtamos a vida o melhor possível.
Quando Allan Kardec desencarnou, deixou-nos uma obra extraordinária: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina Segundo o Espiritismo e A Gênese, além da Revista espírita. Você pensa que a Igreja não conhece essa obra? Claro que conhece. E por que não a incorporou à sua doutrina como fonte de esclarecimentos complementares à Boa Nova do Cristo? Porque a conveniência em manter sua ascendência sobre as mentes humanas predominou. Até hoje, a “fé” é artigo de aceitação cega e inquestionável, imposto pelos padres e pastores cristãos. O mesmo se diz das academias...
É conveniente que a sociedade viva o presente, case-se ou não, constitua ou não família, coma, beba, divirta-se, durma e, cousa dura, trabalhe. Assim, quem resolver rebelar-se contra isso acabará nas “profundas do inferno”, senão do lado de lá, também do lado de cá.
E mais não digo por ora.






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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Iniciação aos clássicos espíritas





A Crise da Morte

Ernesto Bozzano

Parte 5

Damos continuidade ao estudo do clássico A Crise da Morte, de Ernesto Bozzano, conforme tradução de Guillon Ribeiro publicada em 1926 pela editora da Federação Espírita Brasileira. 
Esperamos que este estudo constitua para o leitor uma forma de iniciação aos chamados Clássicos do Espiritismo.
Cada parte compõe-se de:
1) questões preliminares;
2) texto para leitura.
As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto indicado para leitura. 

Questões preliminares

A. Que detalhes se contêm no décimo caso deste livro?
B. A dor exagerada dos vivos, ao pé do leito mortuário, pode prejudicar o desencarnante?
C. Que ensinamentos colhemos no caso do dr. Scott?
D. Que informações James Blaire Williams transmitiu?

Texto para leitura

67. Décimo caso – A narrativa que se segue, extraída da revista Light do ano de 1927, foi precedida de breve nota escrita pelo Sr. David Gow, que esclarece que as mensagens mediúnicas por ele transcritas foram tiradas de um longo relatório a ele enviado por um ministro anglicano da Nova Escócia. O Espírito comunicante foi conhecida personagem americana, que ocupou na Terra alto cargo municipal. (PP. 93 e 94)
68. Eis os detalhes contidos nas aludidas mensagens : a) o fato de ter o falecido ignorado a sua morte; b) o encontro com sua esposa desencarnada, que foi quem lhe comunicou a desencarnação; c) a informação de que os Espíritos dos mortos se tornam extremamente sensíveis às vibrações dos pensamentos das pessoas que lhes são caras; d) a confirmação de que no meio espiritual não se usa da palavra para conversar: os Espíritos percebem os pensamentos nos olhos daquele que com ele conversa; e) o reencontro com outros parentes e amigos; f) a facilidade de obtenção dos objetos de que o Espírito necessite: para criá-los, diz o Espírito, basta pensar neles. (PP. 94 a 96)
69. Bozzano observa ter faltado nestas mensagens a alusão ao "sono reparador" e à experiência da "visão panorâmica" dos fatos do passado, tão comuns em outras comunicações mediúnicas. Lembra ele, porém, que isso não tem nenhuma importância, porque ninguém afirmou que os Espíritos devam passar pelas mesmas experiências. (P. 97)
70. Outro ponto interessante da informação espiritual é o que diz que a dor exagerada dos vivos, junto dos leitos mortuários das pessoas que lhes são caras, constitui obstáculo intransponível, que impede o morto de entrar em relações psíquicas com os seus e, por outro lado, exerce influência deplorável sobre as condições do desencarnado. (PP. 97 e 98)
71. Reconhece Bozzano que tais afirmações são perfeitamente acordes com as conclusões dos sábios, segundo as quais tudo o que existe e se manifesta no Universo físico e psíquico pode reduzir-se, em última análise, a um fenômeno de "vibrações". É, pois, muito verossímil, inevitável mesmo, que as vibrações inerentes a um estado d’alma de grande dor sejam penosas para um Espírito que há pouco se libertou do corpo carnal, retendo-o no meio terrestre. (P. 98)
72. Undécimo caso – Este caso foi desentranhado de um livro publicado na Inglaterra e intitulado: From Four Who Are Dead (De Quatro Que Estão Mortos), recebido por uma médium inglesa, a Sra. C. A. Dawson Scott, que jamais cuidara de pesquisas psíquicas e ignorava esse gênero de literatura. Além disso, segundo ela mesma conta, não lhe interessavam os destinos da alma, e a questão da morte lhe era indiferente. (PP. 98 e 99)
73. Foi uma grande dor que, de súbito, atingiu a existência ditosa da Sra. Dawson Scott: seu marido, doutor em Medicina, voltara da guerra em estado de esgotamento nervoso, agravado pelo fato de haver na sua família uma forma hereditária de hipocondria. Certo dia, no meio de uma dessas crises, o dr. Scott se suicidou e, em consequência disso, sua esposa passou a interessar-se pelas experiências mediúnicas realizadas pelas irmãs Shafto. (PP. 99 e 100)
74. Eis os detalhes colhidos na mensagem do esposo suicida: a) a informação de que o aspecto das coisas que o cercavam havia mudado: tudo era diferente e os objetos tinham uma aparência evanescente, além de serem penetráveis; b) o comunicante transportava-se no meio espiritual sem caminhar; c) as coisas de que o Espírito necessitava podiam ser criadas pela força do seu pensamento: ao pensar na roupa que trajava, ele se via vestido daquele modo, tendo até no bolso os objetos costumeiros; d) ele se transportava com rapidez no meio espiritual: ao pensar em determinado lugar, no mesmo instante ali se encontrava; e) o reavivamento progressivo, no meio espiritual, das faculdades espirituais. (PP. 101 e 102)
75. O Espírito explicou ainda, em sua comunicação, que o seu alimento era espiritual: "A causa principal de tantos crimes no mundo dos vivos – isto é, a necessidade que cada um tem de alimentar-se – não existe aqui. Ou, com maior exatidão, não temos mais necessidade de alimentar-nos, no sentido preciso do termo, se bem que aqueles dentre nós, que ainda queiram satisfazer ao prazer de se alimentarem, possam proporcionar a si mesmo a sensação de que o fazem..." (P. 103)
76. Bozzano destaca, nas citações por ele feitas, a circunstância de os vivos parecerem sombras ao comunicante, e os Espíritos, seres substanciais. Conversando com estes últimos, julgara que eles lhe dirigiam a palavra, quando apenas lhe transmitiam seus pensamentos. (P. 103)
77. Outro ponto importante diz respeito ao funcionamento habitual e matemático da "lei de afinidade", que levou o dr. Scott a fazer parte de um grupo de Espíritos que chegaram ao meio espiritual muito degradados pelo meio terrestre, no qual não tinham podido desenvolver suas possibilidades intelectuais, sem culpa deles. (P. 104)
78. Essa circunstância permite esclarecer o fato de estar o dr. Scott num meio radioso, embora fosse um suicida. Conquanto ele mesmo não soubesse explicar a razão disso, Bozzano entende que tal se deu por não caber ao Espírito a responsabilidade da ação insensata que praticara, resultante de uma enfermidade psíquica hereditária, conhecida em psiquiatria sob o nome de "melancolia" e que, frequentemente, termina por um acesso de "loucura do suicídio". (PP. 105 e 106)
79. Duodécimo caso – Extraída de uma brochura intitulada: Blaire’s Letters, communicated by James Blaire Williams to his mother (Cartas de Blaire, escritas por James Blaire Williams à sua mãe), a narrativa que se segue mostra a dificuldade que um Espírito experimenta para se comunicar pelos médiuns. (P. 107)
80. Eis os detalhes contidos nas diversas mensagens de Blaire, falecido em 1918, aos trinta anos de idade: a) o fato de não compreender que morrera, nem distinguir claramente o lugar em que se encontrava no meio espiritual; b) o encontro com seu pai, que o inteirou do que havia sucedido; c) haver ele passado por um período de sono e de inconsciência; d) ter experimentado a prova da "visão panorâmica" dos fatos de sua vida; e) as dificuldades do intercâmbio com os encarnados; f) a necessidade de comprimir a sua mentalidade, quando se comunicava por um médium, até ao ponto de reduzi-la às proporções acanhadas dos seres encarnados, o que limitava enormemente as suas percepções. (PP. 108 a 110)
81. Comentando o assunto, Bozzano diz que já fora observado, no mundo dos vivos, que na subconsciência humana existem, em estado latente, maravilhosas faculdades supranormais, capazes de devassarem o passado, o presente e o futuro, sem nenhuma limitação de tempo, nem de espaço. Essas faculdades, contudo, aguardam para emergirem, manifestando-se com toda a eficiência, que o estado de desencarnação do Espírito não seja inicial e transitório, mas total e definitivo, ou seja, depois da crise da morte. (PP. 111 e 112)
82. Bozzano cita experiências efetuadas por dois grupos que se reuniam simultaneamente a 300 milhas um do outro, em que se concluiu que as personalidades mediúnicas entram num estado de amnésia parcial ou total no ato de se comunicarem. Como a amnésia decorre da ação de se comunicar, ela desaparece logo que o Espírito se liberta da "aura" perturbadora. (PP. 113 e 114)
83. Outro fato destacado pelo autor diz respeito às impressões descritas pelos Espíritos acerca da experiência desencarnatória. Os Espíritos declaram que ninguém chega pela mesma porta ao mundo deles, o que é fácil de explicar, dado que o meio e a existência espirituais são puramente mentais e que não pode haver, em nosso mundo, duas individualidades intelectualmente e moralmente idênticas. (PP. 114 e 115)

Respostas às questões preliminares

A. Que detalhes se contêm no décimo caso deste livro?
Extraído da revista Light do ano de 1927, este caso apresenta estas informações: a) o fato de ter o falecido ignorado sua morte; b) o encontro com sua esposa desencarnada, que foi quem lhe comunicou a desencarnação; c) a informação de que os Espíritos dos mortos se tornam extremamente sensíveis às vibrações dos pensamentos das pessoas que lhes são caras; d) a confirmação de que no meio espiritual não se usa da palavra para conversar: os Espíritos percebem os pensamentos nos olhos daquele que com ele conversa; e) o reencontro com outros parentes e amigos; f) a facilidade de obtenção dos objetos de que o Espírito necessite: para criá-los, diz o Espírito, basta pensar neles. (A Crise da Morte, pp. 93 a 97.)
B. A dor exagerada dos vivos, ao pé do leito mortuário, pode prejudicar o desencarnante?
Sim. A dor exagerada dos vivos, junto dos leitos mortuários das pessoas que lhes são caras, constitui obstáculo intransponível, que impede o morto de entrar em relações psíquicas com os seus e, por outro lado, exerce influência deplorável sobre as condições do desencarnado. (Obra citada, pp. 97 e 98.)
C. Que ensinamentos colhemos no caso do dr. Scott?
Doutor em Medicina, o dr. Scott voltara da guerra em estado de esgotamento nervoso, agravado pelo fato de haver na sua família uma forma hereditária de hipocondria. Certo dia, no meio de uma dessas crises, ele se suicidou e, em consequência disso, sua esposa passou a interessar-se pelas experiências mediúnicas realizadas pelas irmãs Shafto. Eis os detalhes colhidos na mensagem do esposo suicida: a) a informação de que o aspecto das coisas que o cercavam havia mudado: tudo era diferente e os objetos tinham uma aparência evanescente, além de serem penetráveis; b) o comunicante transportava-se no meio espiritual sem caminhar; c) as coisas de que o Espírito necessitava podiam ser criadas pela força do seu pensamento: ao pensar na roupa que trajava, ele se via vestido daquele modo, tendo até no bolso os objetos costumeiros; d) ele se transportava com rapidez no meio espiritual: ao pensar em determinado lugar, no mesmo instante ali se encontrava; e) o reavivamento progressivo, no meio espiritual, das faculdades espirituais. (Obra citada, pp. 98 a 106.)
D. Que informações James Blaire Williams transmitiu?
Eis os detalhes transmitidos pelo Espírito: a) o fato de não compreender que morrera, nem distinguir claramente o lugar em que se encontrava no meio espiritual; b) o encontro com seu pai, que o inteirou do que havia sucedido; c) haver passado por um período de sono e de inconsciência; d) ter experimentado a prova da "visão panorâmica" dos fatos de sua vida; e) as dificuldades do intercâmbio com os encarnados; f) a necessidade de comprimir a sua mentalidade, quando se comunicava por um médium, até ao ponto de reduzi-la às proporções acanhadas dos seres encarnados, o que limitava enormemente as suas percepções. (Obra citada, pp. 107 a 115.)

Nota:
Links que remetem aos textos anteriores:





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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Iniciação ao estudo da doutrina espírita





Vida de isolamento e voto de silêncio

Este é o módulo 38 de uma série que esperamos sirva aos neófitos como iniciação ao estudo da doutrina espírita. Cada módulo compõe-se de duas partes: 1) questões para debate; 2) texto para leitura.
As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto sugerido para leitura. 

Questões para debate

1. A vida de isolamento contraria as leis naturais? por quê?
2. Quais as principais consequências da insociabilidade?
3. Por que o convívio social é importante para os seres humanos?
4. Que diz a doutrina espírita sobre o voto de silêncio?
5. Como deve viver o cristão no mundo que habitamos?

Texto para leitura

O insulamento é incompatível com o progresso
1. A criatura humana, pela sua estrutura ético-psicológica, é dotada por Deus de sentimentos e emoções que a obrigam e a impelem para a vida social. Deus fez o homem para viver em sociedade e para isso outorgou-lhe o atributo da palavra, que é o veículo da comunicação entre os encarnados.
2. Sendo por excelência um ser gregário, um animal social, como há séculos já apregoava a filosofia aristotélica, o homem não pode viver isoladamente.
3. A vida solitária por opção revela quase sempre uma fuga inconcebível, porque indica infração às leis divinas do trabalho e do amor. O insulamento é incompatível com o sentimento de fraternidade que deve existir nos corações humanos.
4. Como o homem não é dotado inicialmente de autossuficiência, condição conseguida pelo trabalho e pelo progresso, ele é dependente do seu semelhante. As faculdades humanas não estão desenvolvidas no mesmo grau e, por isso, como lembra Deolindo Amorim, “há necessidade de viverem uns pelos outros e para os outros, tendo como ponto convergente o bem comum”.

Sem o contato social o Espírito se embrutece
5. O insulamento, como já vimos anteriormente, é contrário à lei da Natureza, isso porque pelo próprio instinto o homem busca a vida comunitária de modo a concorrer para o progresso, mediante o auxílio recíproco. A solidão torna o homem improdutivo e inútil para os seus semelhantes e isso “não pode agradar a Deus”.
6. A insociabilidade, ao gerar a solidão, atenta contra o próprio instinto de conservação e perpetuação da espécie, entrava o progresso e, dessa forma, embrutece e enfraquece o homem que a ela se devota ou se agarra como fuga.
7. Os cultores da vida reclusa se enfraquecem pela improdutividade e pela estagnação quanto às aquisições dos tesouros da sabedoria e da experiência. Essa atitude revela uma forma de egoísmo e, por isso, só merece reprovação, à luz dos ensinamentos espíritas.
8. Como observa Rodolfo Calligaris, não há “como desenvolver e burilar nossas faculdades intelectuais e morais senão no convívio social, nessa permuta constante de afeições, conhecimentos e experiências, sem a qual a sorte do nosso Espírito seria o embrutecimento e a estiolação”.

O voto de silêncio não passa de uma tolice
9. O voto de silêncio adotado por alguns religiosos nada edifica, porque impede a comunicação entre os indivíduos, o que, em última análise, como sustentam os Espíritos Superiores, “é uma tolice”. A palavra é uma faculdade natural concedida por Deus ao homem, para facultar-lhe ocasiões de fazer o bem e de cumprir a lei do progresso. Se Deus quisesse silenciar suas criaturas pensantes, não lhes teria conferido esse dinâmico atributo.
10. Devemos considerar, evidentemente, que há ocasiões em que o silêncio pode fazer-se necessário, a exemplo dos momentos de recolhimento espiritual, em que o Espírito, mais livre, entra em contato com o Criador ou seus prepostos. Fora disso, a vida contemplativa é geralmente improdutiva e não existem motivos que a justifiquem.
11. Nesse sentido, um Espírito Protetor adverte (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 17, item 10):
 “Não julgueis que exortando-vos incessantemente à prece e à evocação mental pretendamos vivais uma vida mística, que vos conserve fora das leis da sociedade onde estais condenados a viver. Não. Vivei com os homens da vossa época, como devem viver os homens. Sacrificai-vos às necessidades, mesmo às frivolidades do dia, mas sacrificai-vos com um sentimento de pureza que as possa santificar. Sois chamados a estar em contato com Espíritos de naturezas diferentes, de caracteres opostos: não choqueis a nenhum daqueles com quem estiverdes. Não consiste a virtude em assumirdes severo e lúgubre aspecto, em repelirdes os prazeres que as vossas condições humanas vos permitem. Basta reporteis todos os atos da vossa vida ao Criador que vo-la deu”.

Respostas às questões propostas

1. A vida de isolamento contraria as leis naturais? por quê?
Sim. Sendo por excelência um ser gregário, um animal social, como há séculos já apregoava a filosofia aristotélica, o homem não pode viver isoladamente. A vida solitária por opção revela sempre uma fuga inconcebível, porque indica infração às leis divinas do trabalho e do amor. O insulamento é incompatível com o sentimento de fraternidade que deve existir nos corações humanos.
2. Quais as principais consequências da insociabilidade?
A solidão torna o homem improdutivo e inútil para os seus semelhantes e isso “não pode agradar a Deus”. A insociabilidade, ao gerar a solidão, atenta contra o próprio instinto de conservação e perpetuação da espécie, entrava o progresso e, dessa forma, embrutece e enfraquece o homem que a ela se devota ou se agarra como fuga. Os cultores da vida reclusa se enfraquecem pela improdutividade e pela estagnação quanto às aquisições dos tesouros da sabedoria e da experiência. Essa atitude revela uma forma de egoísmo e, por isso, só merece reprovação, à luz dos ensinamentos espíritas.
3. Por que o convívio social é importante para os seres humanos?
Valendo-nos das palavras de Rodolfo Calligaris, não há “como desenvolver e burilar nossas faculdades intelectuais e morais senão no convívio social, nessa permuta constante de afeições, conhecimentos e experiências, sem a qual a sorte do nosso Espírito seria o embrutecimento e a estiolação”.
4. Que diz a doutrina espírita sobre o voto de silêncio?
O voto de silêncio adotado por alguns religiosos nada edifica porquanto impede a comunicação entre os indivíduos, o que, em última análise, como sustentam os Espíritos Superiores, “é uma tolice”. A palavra é uma faculdade natural concedida por Deus ao homem, para facultar-lhe ocasiões de fazer o bem e de cumprir a lei do progresso. Se Deus quisesse silenciar suas criaturas pensantes, não lhes teria conferido esse dinâmico atributo. Obviamente, há ocasiões em que o silêncio se faz necessário, como os momentos de recolhimento espiritual, em que o Espírito, mais livre, entra em contacto com o Criador ou seus prepostos. Fora disso, a vida contemplativa é inteiramente improdutiva e não existem motivos que a justifiquem.
5. Como deve viver o cristão no mundo que habitamos?
Segundo um Benfeitor espiritual, o cristão deve viver como vivem os homens. Propõe-nos ele: “Sacrificai-vos às necessidades, mesmo às frivolidades do dia, mas sacrificai-vos com um sentimento de pureza que as possa santificar”. “Não consiste a virtude em assumirdes severo e lúgubre aspecto, em repelirdes os prazeres que as vossas condições humanas vos permitem. Basta reporteis todos os atos da vossa vida ao Criador que vo-la deu.”

Nota:
Eis os links que remetem aos 3 últimos  textos:




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